Jardim público urbano, de construção novecentista e de pequenas dimensões. Implantado sobre escarpa formando miradouro, apresenta planta retangular, com alameda de conservadeiras e bancos corridos, em alvenaria rebocada, com capeamento a cantaria e ângulos revestidos a azulejos, formando ainda pérgula de trepadeiras, dos inícios dos anos 40 do séc. 20, e com canteiros de diferentes formas geométricas de flores sazonáis e árvores de grande porte. No centro, integra num canteiro busto em bronze do poeta António Nobre, que deu o nome ao jardim. Ergue-se junto dos principais e mais antigos hotéis da Madeira, disposto sobre o Ribeiro Seco.
Pequeno jardim de planta rectilínea inscrito numa plataforma rectangular com orientação N. / S., colocada sobre uma escarpa. No lado da escarpa, corre muro de alvenaria rebocada e pintada de amarelo forte e com capeamento e ângulos revestidos a azulejos vermelhos, integrando a espaços regulares conversadeiras; sensivelmente a meio, surgem frontalmente, a N., bancos corridos igualmente pintados de amarelo e com capeamento e ângulos azulejados a vermelho; entre os bancos erguem-se pilares do mesmo tipo, suportando pérgula formada por estrutura de travejamento de madeira com trepadeiras. Sobre os muros erguem-se ainda candeeiros para iluminação. Os canteiros, de diferentes formas geométricas, sendo o central circular, possuem relvado, um roseiral, flores sazonais e são pontuados por árvores de grande porte: buganvílea ("Buganvillea hybrids", Brasil), encefalatos ("Encefalartos transvenosos", África do Sul), carolina abissínia ("Erythina abyssinica", África Tropical), figueiras da Índia ("Ficus banjamina", Ásia), jacarandás ("Jacaranda mimosifolia", Argentina), palmeira anã ("Phoenix roebilini", Assam, Vietname) e chama da floresta (Spathodea campanulata", África Tropical). A meio do jardim, ergue-se num dos canteiros coluna de mármore canelada suportando o busto de bronze de homenagem a António Nobre, junto da qual se dispõe placa de cantaria regional cinzenta com a inscrição "A António Nobre / que aqui viveu e / cantou / homenagem da / Câmara Municipal do Funchal / Dezembro de 1941". Os caminhos interligando cantareiros e o restante jardim são pavimentados em lajes irregulares de cantaria basáltica.
Materiais
Inertes: cantaria regional, alvenaria pintada, azulejos, mármore e bronze; vivos: flores sanzonais, buganvílea ("Buganvillea hybrids", Brasil), encefalatos ("Encefalartos transvenosos", África do Sul), carolina abissínia ("Erythina abyssinica", África Tropical), figueiras da Índia ("Ficus banjamina", Ásia), jacarandás ("Jacaranda mimosifolia", Argentina), palmeira anã ("Phoenix roebilini", Assam, Vietname) e chama da floresta (Spathodea campanulata", África Tropical).
Observações
*1 - A estadia de António Nobre na ilha, percorrendo vários hotéis e pensões, não teria decorrido da melhor maneira, queixando-se o mesmo amargamente em várias cartas para o continente, que o clima demasiado quente e húmido o estava a prejudicar mais que beneficiar. *2 - Do programa da homenagem de 1941, para além de descerrar o busto de António Nobre (1867 - 1900), foram recitadas quatro das poesias que o poeta escrevera na Madeira: o soneto "Ó Virgens que passais ao Sol Poente", "Intermezzo Ocidental", "As Meninas da Madeira" e "Antes de partir", poesias editadas em "Despedidas: 1895 - 1899". O busto que Tomás Costa havia feito do poeta em Paris, foi editado em 1898, por altura da 2ª edição do "Só", em Lisboa pela editora Guillard, Aillaud e Cª na antiga Livraria Gomes, no Chiado. *3 - Escreveu-se que na apresentação do "Só", onde estava exposto o busto, a rainha D. Amélia e a condessa de Sabugosa perante o mesmo busto, teriam querido conhecer o poeta, que aliás se encontrava nessa altura na livraria, ao que o mesmo, já muito doente, se recusou.