Arquitectura militar, maneirista. Pequeno forte de planta rectangular irregular, com casa da guarda e quartel a rematarem a parada a N. e 2 guaritas a S. sobre a falésia, dentro do modelo ibérico exportado para os 4 continentes.
Forte de planta rectangular irregular, com ligeiro avançamento no troço O. da muralha S., corpo de casa da guarda e do condestável a fechar a N. parada semi-lajeada, com entrada a E. com acesso em cotovelo e por calçada "de corsa", com degraus boleados. Massa de volumes horizontais com cobertura com telhados de 1 água em telha de meia cana e em folha ondulada, protegendo a entrada e 3 construções na parada e sobre a muralha S. Muralhas em aparelho vittatum e com jorramento. Fachada a O. enquadrando o portão com moldura de cantaria vermelha de Cabo Girão boleada e possantes aletas, inscrito em muro subrelevado em "L", articulando-se com muralha para S. rematada por guarita cilíndrica assente em base ressalvada e rematada por cornija e cúpula com pináculo de cantaria vermelha com vestígios de reboco; muralha a S. de 3 panos, com pano avançado a O., marcada por cordão de cantaria, também com vestígios de reboco, rematada a E. por base de guarita já desaparecida. Fachada a E. de um pano e dentro da mesma linguagem. Muro totalmente cego a N., servindo de parede à antiga casa da guarda e do condestável, definindo exteriormente o antigo caminho de guarda já parcialmente atulhado por despejos e vegetação, rematado a O. por importante chaminé, coberta e com 6 aberturas laterais, avançada em relação à entrada e onde ainda são reconhecíveis o antigo reboco. INTERIOR com esplanada parcialmente ocupada por galinheiros e outras construções precárias.
Materiais
Cantaria mole e rígida regional aparente, alvenaria de cantaria regional rebocada, madeira, amarrações mistas de madeira, vidro e telha de meio canudo.
Observações
A gravura efectuada sobre desenho W. Gore Ouseley apresenta um bloco edificado para O., que poderia ser identificado com a antiga residência dos Freitas Branco do século 17. No entanto, tanto a litografia de Andrew Picken, como a planta desenhada por António Pedro de Azevedo nada registam, devendo tratar-se de um devaneio do artista, como aliás a estrada para Santa Cruz, que passava por debaixo do forte e que também nunca teria sido assim.