Arquitectura pecuária, oitocentista. Pombal típico do Nordeste Transmontano, de planta circular, construído virado à povoação, com grossas paredes em pedra, exteriormente rebocadas a cal e areia, rasgado por uma única porta, sobrelevada, e por entradas de voo num plano superior. Interiormente todo o espaço é ocupado por columbários, em granito, e no pavimento possui mesa para deposição de alimento em pedra.
Planta centralizada circular, de massa simples e cobertura em terraço, com placa de betão. Fachadas rebocadas e caiadas, terminadas em dupla moldura convexa, afastadas entre si, a inferior encimada por saídas de voo, rectangulares, rasgadas a ritmo regular, e a superior com friso; é coroado por parapeito vazado com cruzes gregas, de braços quadrangulares, rematado em merlões decorativos em ângulo. A SE. é rasgado por portal, sensivelmente sobrelevada, com porta de madeira, inferiormente chapeada a ferro. No INTERIOR as paredes apresentam, em todo o perímetro, columbários, construídos em lajes de granito sobrepostas, apoiadas regularmente em silhares paralelepipédicos. A partir do portal de acesso, desenvolve-se escada de betão, sem guarda, de ligação ao terraço, cuja laje é vazada por vãos circulares e assenta sobre quatro vigas, também de betão. No pavimento, surge, a meio, mesa para deposição de alimento, circular.
Materiais
Estrutura em alvenaria de granito, rebocada e pintada; molduras e mesa para deposição de alimento em granito; cobertura e escada interior em betão.
Observações
Segundo informação recolhida no local, o pombal chegou a ser habitado por cerca de 300 pombos.