Ponte medieval de arco de tabuleiro em cavalete, assente em arcos de volta perfeita, tendo a montante talha-mar prismático.
Ponte de tabuleiro em cavalete, com cerca de 27,81 de comprimento, com paramentos em aparelho irregular, assente em dois arcos de volta perfeita, de tamanho bastante desigual, com aduelas estreitas e compridas, algumas sigladas. A montante, entre os dois arcos, possui talha-mar prismático, alto. Tabuleiro inclinado formado por lajes que avançam da estrutura da ponte, sobretudo sobre ambos os arcos, não apresentando guardas laterais.
Materiais
Estrutura em silhares graníticos.
Observações
*1 - A cidade de Chaves constituía um importante nó de comunicações durante a época romana. Segundo Antonio Rodríguez Colmenero, a principal via era a chamada XVII do Itinerário de Antonino, que, pelo menos, entre Praesidium e Aquae Flaviae, e entre esta e Compleutica, discorria por dois ramais diferentes, que se cruzavam na cidade, criando quatro entradas ou saídas. Uma das mais conhecidas procedia de Ardãos, Seara Velha, Soutelo e Valdanta entrava na cidade, por uma ponte anterior à existente sobre o Ribelas, provável "decamanus maximus" da cidade, percorrendo a Rua Figueiredo Fernandes para E., e cruzando o Tâmega pela ponte, para seguir em direcção a São Lourenço. O ramal S. procedia de Boticas e Pastoria e cruzava o Ribelas pela ponte actual de dois arcos, penetrando na cidade pelo "cardo maximus" prosseguiria o mesmo decurso dentro da área urbana e sairia dela em direcção a Reboretum, depois de cruzar o Tâmega, mais ou menos pela Galinheira, antes da construção da ponte de Trajano.