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Ponte Ferroviária do Tâmega

Ponte Ferroviária do Tâmega

O ponto de interesse Ponte Ferroviária do Tâmega encontra-se localizado na freguesia de Curalha no municipio de Chaves e no distrito de Vila Real.

Arquitectura de comunicações e transportes, do séc. 20. Ponte de arco construída para a circulação ferroviária, integrada numa linha de via estreita, em argamassa hidráulica revestida a cantaria, com tabuleiro plano sobre amplo arco central e dois secundários para aligeiramento dos tímpanos, menores, e guarda em cantaria e gradeamento.

Ponte de tabuleiro horizontal, com orientação sensivelmente a N. - S., paramentos em alvenaria de granito, de aparelho regular, composto por três secções, definidas por falsos perpianhos, os dos extremos correspondendo aos pilares encontros, sensivelmente mais salientes, e o central correspondendo ao vão da ponte. O tabuleiro assenta sobre amplo arco de volta perfeita, com 32,50 m de corda e 9,00 m de flecha, com aduelas estreitas e compridas, encimadas por cornija, bastante saliente, e, sobre dois arcos secundários, dispostos lateralmente e parcialmente sobre o arco central, também de volta perfeita, com 6,00 m de corda e 2,25 m de flecha, de aduelas estreitas e compridas; estes arcos, arrancando de imposta bastante saliente, internamente, a que encima o arco central, prolongando-se para o seu intradorso, e, externamente, assentando em pilar com falsos perpianhos, foram projectados para aliviar o arco principal e, sobretudo, aumentar a secção do vão da ponte. Os paramentos da ponte terminam em cornija de perfil rectilíneo, bastante saliente, assente na secção central em falsas mísulas, igualmente de perfil recto. Pavimento de terra batida sobre placa de betão, protegido parcialmente por guardas plenas de cantaria, com remate avançado para o exterior, e gradeamento de ferro.

Materiais

Estrutura de argamassa hidráulica, betão, placas de alvenaria de granito; pavimento em terra; guardas em cantaria de granito e estrutura tubular em ferro.

Observações

*1 - O caderno de encargos do concurso público para a construção da ponte, em alvenaria, determinava que: a) as fundações deviam descer até à profundidade que fosse indicada pela fiscalização e abertas de modo a não danificar as alvenarias dos muros da avenida, já construídas; o fundo das fundações seria arrasado com a inclinação devida e bem regularizada, assentando-se a primeira aduela sobre uma camada de betão, se isso fosse julgado conveniente; b) o arco, até ao nível do terreno, seria construído de uma só vez em toda a sua espessura; a parte do arco em elevação seria construída por duas vezes, primeiramente, o anel inferior e, depois, o anel superior; c) construídos os arcos, dar-se-ia começo à construção dos muros dos tímpanos, os quais encostariam, sem ligação, aos muros da avenida já construídos; depois proceder-se-ia à execução da chapa hidráulica que se comporia de um reboco hidráulico de 5 cm sobre a qual se assentaria uma camada de asfalto; d) os tubos de esgoto das águas seriam de ferro zincado; e) estando seca a chapa hidráulica, proceder-se-ia ao enchimento dos tímpanos em pedra acamada, formando assim como que um maciço de alvenaria de pedra seca. *2 - A Linha do Corgo ligava Pêso da Régua a Chaves, passando por Vila Real, e foi construída em bitola de via estreita, ou seja, com 1 metro, acompanhando o rio Corgo pela margem esquerda. Actualmente, a linha funciona apenas entre a Régua e Vila Real, troço que vence um desnível de 360 m em 26Km.