Fonte neoclássica de estrutura tipo nicho neoclássico, de mármore, de arco pleno encimado por frontão de lanços entre importantes pilastras rematadas por bolas e interiormente abobadado, com taça a toda a largura e pequeno espaldar igualmente em mármore.
Amplo nicho de planta rectangula, com massa volumétrica vertical rematada interiormente por laje de cimento. Frontispício de mármore, virado a S., de arco em volta perfeita, de filete e chave ressalvados, assente em pilastras com bases e capitéis igualmente ressalvados, encimado por frontão curvo de lanços e filete exterior relevado, desenhando volutas laterais e tendo gravação no central: "O. P. e 1875"; enquadramento por pilastras de bases, aneletes e capitéis ressalvados, com fustes ritmados por incisões horizontais, rematadas por bolas sobre acrotérios. Interior rebocado, com abóbada de meia-cana em alvenaria rebocada e com taça a toda a largura com rebordo e travejamento de ferro; pequeno espaldar igualmente em mármore, com bucetes a substituir as antigas torneiras e placa de metal com nº 9 do inventário dos fontanários camarários em cima.
Materiais
Mármore e alvenaria de cantaria regional rebocada e ferro.
Observações
A sua execução no continente e em 1875, indicia, muito provavelmente, ter sido encomendado pelas Obras Públicas do Funchal através do general António Pedro de Azevedo, militar que chefiara aquele departamento no Funchal e se encontrava então como general de Engenharia, em Lisboa.