Arquitectura residencial, barroca, neoclássica e novecentista. Quinta de recreio, composta por palácio, jardim, com lagos e casa de fresco, muito alterada no séc. 20, tendo sido construídos vários anexos, de apoio à sua nova função, de carácter militar. A casa é de planta rectangular simples, evoluindo em dois pisos separados por friso de cantaria, com portal principal virado para um pátio, a que se acede por portão em arco abatido, flanqueado por gigantes em silharia fendida, o qual esconde a fachada de aparato, composta por átrio antecedido por arcadas de volta perfeita, também elas em silharia fendida. Todo o edifício é rasgado regular e simetricamente por vãos rectilíneos, correspondentes a portas ou janelas de peitoril, excepto na fachada posterior, onde se desenvolve uma sacada corrida, com três janelas. A única excepção é o portal de acesso ao interior da casa, em arco contracurvado e com decoração mais exuberante, com molduras côncavas e remate em cornija. A fachada virada ao exterior é sóbria, centrada pela capela da casa, que remata em frontão triangular. O interior é composto por pequeno vestíbulo, de onde evolui uma escadaria em cantaria, mas de pequenas dimensões, com arcadas de volta perfeita na zona superior, dando acesso a corredores laterais, que comunicam com as várias dependências. No piso inferior, as salas são intercomunicantes, apresentando coberturas de madeira plana ou em gamela. A capela é a zona mais elaborada do edifício, de planta longitudinal simples, composta por nave e capela-mor, com coberturas diferenciadas em abóbada de vela na nave e de berço com caixotões pétreos na capela-mor, amplamente iluminada pelas janelas da tribuna. É composta por apainelados almofadados em cantaria de várias tonalidades, com arco triunfal de volta perfeita e moldura côncava e altar obedecendo à simplicidade das normas pombalinas, composto por um painel pintado, emoldurado a cantaria, sob o qual surge um altar paralelepipédico. Na fachada posterior, surge o jardim. No séc. 20, foram construídos anexos militares, entre os quais um enorme pavilhão modernista, com amplo acesso por portal de verga recta, mais elevado que os dois pisos do edifício, rasgado uniformemente por janelas rectilíneas, com corredor central, que acede às várias dependências. Relativamente aos jardins, é ainda possível ler a linguagem barroca embora as existências sejam apenas fragmentos da estrutura inicial, patente nos eixos inscritos no terreno e nos fragmentos do jardim de buxo ainda presentes. Quinta de veraneio, de linhas simples, neoclássicas, de pequenas dimensões, revelando a sua ocupação sazonal, apresentando elementos barrocos no interior da capela e em certos elementos decorativos, mas apontando o esquema classicista que o período pombalino iria optar. No edifício, destaca-se a fachada de aparato, virada a um pátio, composta por arcadas e com portal bastante decorado, onde se destaca a pedra de fecho, em forma de cabeça de guerreiro, que abre para um pátio, marcado por uma fonte desactivada, encimada por registo de azulejo religioso, policromo e de expressão barroquizante, representando Nossa Senhora da Conceição. A fachada posterior, virada ao jardim, apresenta um pano central saliente, com janelas que abrem para uma sacada corrida, encimada por mansardas, correspondendo à zona nobre do edifício. No interior, destaca-se a Capela, onde abundam os jogos de pedraria de várias tonalidades, com almofadados pontuados por querubins, a enquadrar telas pintadas; o retábulo-mor apresenta as mesma soluções, pontuado por laçarias douradas e por estípides em pedras semi-preciosas, revelando o gosto pela policromia barroca. A escadaria é sóbria, tendo sido ampliada em épocas posteriores, por uma estrutura com pilastras de madeira e tecto em apainelados com estrela central, consistindo a única nota decorativa no espaço. Nos jardins, destaca-se a existência de uma pérgula, anexa à casa, com acesso por portal flanqueado por ilhargas côncavas, revestidas a azulejo, formando uma rectícula florida, onde se rasgam dois nichos, que possuíam imaginária. No lado oposto, um tanque suspenso, assente em arcarias, que permitem o acesso à zona inferior do mesmo, coberto a abobadilha, sendo o exterior dos muros do tanque revestidos a azulejo, em monocromia, de roxo manganês, representando cenas de género e mitológicas; este tanque estava na base do sistema hidráulico da Quinta, permitindo canalizar a água para os pomares e jardim, que é seccionado por um muro, rasgado por portal rectilíneo, onde surgem duas esfinges, em pose teatral. O pavilhão militar é muito simples, tendo algumas dependências destinadas a museu, onde se reúnem várias peças relativas à medicina durante as campanhas militares. O jardim possui uma estrutura de rega e drenagem integradas entre si, de nível técnico altamente sofisticado para a época, cuja peça fundamental é o tanque suspenso, sendo a parte superior aplicada no armazenamento da água de rega enquanto a parte inferior, parcialmente situada abaixo da linha de terra, aplicada na drenagem do terreno envolvente do tanque, permanecendo alagada durante quase todo o ano.
Núcleo edificado de planta em L invertido, com muro na zona posterior, em alvenaria de tijolo, rebocada e pintada de beje, onde se implementam quatro guaritas, também rebocadas e pintadas. É composto por vários edifícios sem articulação entre si, constituído, no extremo N. por um edifício mais antigo, o palácio, de planta rectangular simples, implantando-se no lado O., e separado por um pátio fechado, um anexo, composto por dois corpos rectangulares, unidos por um arco, correspondendo às antigas cavalariças. No lado E. surgem vários pavilhões de dimensões e funções distintas, construídos no séc. 20, e, na zona posterior, desenvolve-se o jardim e um pequeno pomar; o acesso à propriedade processa-se por amplo portão rasgado no muro lateral, rebocado e pintado de branco, capeado e encimado por rede e arame farpado; o portão é flanqueado por dois pilares em silharia fendida, encimados por lanternas metálicas e protegido por grades do mesmo material. PALÁCIO de planta rectangular simples, evoluindo em dois pisos, com coberturas diferenciadas em telhados de duas, três e quatro águas, tendo águas-furtadas na fachada posterior, com cobertura de quatro águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento revestido por placas de cantaria, flanqueado por cunhais com pilastras toscanas colossais, com os pisos divididos por friso de cantaria, rematadas por friso, cornija e beirada simples, rasgada uniformemente por vãos rectilíneos, as janelas têm caixilharias de madeira pintada de branco e vidro simples, tendo, interiormente, portadas de madeira pintadas de castanho. As fachadas possuem um tratamento simétrico, excepto a lateral esquerda, a partir de um eixo central, mais elevado no caso das fachadas principal e posterior, a primeira marcada pelo pano da capela, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, ou mais largo, como na fachada lateral direita, a que constitui o principal acesso ao palácio, criando, em todas elas, três panos, definidos por pilastras toscanas colossais. O pano central é sempre alvo de tratamento mais cuidado, com os vãos ornados por elementos clássicos, com recurso aos glifos e triglifos. No lado direito da fachada principal, desenvolve-se um pequeno muro, rebocado e pintado de branco, rasgado pelo portão de acesso ao pátio e ao edifício principal, com o vão em arco abatido e dupla moldura, flanqueado por pilares de silharia fendida, rematando em friso de falso dórico, sem qualquer decoração, e cornija, possuindo, nos ângulos, elementos de cantaria, que suportavam elementos decorativos de remate; o vão tem portão metálico, parcialmente vazado e ornado por elementos fitomórficos. INTERIOR com acesso por átrio pavimentado com calçada à portuguesa e tecto de madeira, assente em cornija do mesmo material, para onde abrem cinco portas, quatro laterais e uma frontal, esta constituindo o principal acesso ao imóvel, pelo que merece tratamento distindo, em arco contracurvado e moldura côncava e recortada, com pedra de fecho ornada por cabeça de guerreiro, flanqueado por triglifos e seguintes decorados com um botão, que sustentam uma cornija recta. O portal é flanqueado por duas meias-lunetas, com molduras de cantaria e protegidas por grades metálicas. O portal acede a pequeno vestíbulo, que abre, por portas de verga recta, para dependências laterais; na zona frontal, surge a escadaria, de dois lanços em cantaria de calcário e com guarda metálica vazada, formando elementos estilizados e sinuosos, com caixa bastante estreita e elevada. É amplamente iluminada por vários óculos ovalados e, a ladear o patamar, surgem três arcos de volta perfeita em cantaria, assentes em pilares cruciformes e emoldurados por pequeno alfiz, dois com guarda plena, protegendo um corredor e um constituindo o acesso a uma das alas do edifício. A caixa é alteada por estrutura em madeira, assente em pilastras e cornija do mesmo material, com tecto de madeira, formando apainelados e estrela central. As dependências de ambos os pisos têm acesso por corredor, excepto as viradas à fachada posterior, no primeiro, e ao pátio, no segundo, todas intercomunicantes e com tectos planos de madeira, pintada de branco ou em gamela. No centro, a CAPELA, de planta longitudinal composta por nave e capela-mor, ligeiramente mais estreita, com as paredes revestidas a cantaria de calcário branco e vermelho, com coberturas em falsas abóbadas, de vela na nave e em caixotões na capela-mor, assentes em friso de calcário vermelho e cornija, com pavimentos em calcário de várias tonalidades, formando um padrão geométrico. A capela-mor é separada por teia e elevada por um degrau, onde surge o altar, encimado por painel de perfil curvo, representando a "Assunção da Virgem". À fachada lateral esquerda, adossa-se um ANEXO rectilíneo com cobertura em terraço, que serve de casa do guarda, rasgada por portas e janelas, estas com caixilharia de alumínio, bem como uma PÉRGULA de planta em L, constituída por 24 pilares de alvenaria, de arestas biseladas, parcialmente pintados de branco, e consolas que sustêm vigas em cimento, revestidas superiormente por 3 exemplares notáveis e centenários de glicínia (Wisteria sinensis), pavimentada em calçada portuguesa a N. da porta e em terra batida a S. da mesma; a limitá-la, a E., entre o seu extremo N. e a porta, existe um murete com 0,5 m. de altura, coroado por alegretes. O acesso a esta processa-se por portal de verga recta e moldura recortada, rematado em frontão sem retorno, com cornija contracurvada e tímpano ostentando elemento fitomórfico. Possui duas ilhargas côncavas, com cunhais em silharia fendida, rematadas em duplo friso, o superior boleado, totalmente revestidas a azulejo de padrão, formando uma teia, onde se enrolam flores; em cada ilharga, surge um nicho de cantaria, semicircular, com friso interrompido superiormente por volutas e falso fecho em triglifo, sobre os quais surgem cornijas rectas. No lado oposto, o PÁTIO de acesso ao imóvel, com pavimento em calçada de basalto e muro que o separa do jardim, rebocado e pintado de branco, rasgado por portal flanqueado por pilastras toscanas e com portão metálico. No lado direito deste, surge um vão em arco de volta perfeita, fechado por grade, correspondente a uma antiga fonte, com tanque rectilíneo em cantaria; sobre este, registo de azulejo policromo, a representar Nossa Senhora da Conceição. No lado direito as antigas CAVALARIÇAS, compostas por dois edifícios rectangulares, articulados por um transversal, com coberturas diferenciadas em cinco e duas águas, criando, entre eles, um pequeno pátio em terra batida. INTERIOR incaracterístico, transformado em gabinetes de trabalho. No lado esquerdo da propriedade, surge um amplo PAVILHÃO construído no séc. 20, de planta rectangular e coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, evoluindo em um e dois pisos, com fachadas rebocadas e pintadas de branco, rematadas por friso de betão e beirada simples, rasgado uniformemente por portas e janelas rectilíneas, estas com molduras que se prolongam em friso corrido pelas fachadas. INTERIOR com corredor fechado central, antecedido por vestíbulo amplo, acedendo a várias dependências, onde se situa o museu, vários serviços e arrecadações. No extremo direito da propriedade, encontram-se vários ANEXOS, correspondentes à área de Escola Veterinária do Exército, com edifício de planta rectangular simples, com cobertura em tesoura, com amplos vãos rectilíneos, encimados por vão circular. Junto a estes, mais dois corpos de plantas rectangulares simples, ambos com coberturas a duas águas, o do lado esquerdo com três portões e conjuntos de quatro janelas quadrangulares, na zona superior, surgindo um corpo mais recente, com fachadas revestidas a ladrilho e possuindo um alpendre sustentado por colunas cilíndricas, com porta de verga recta e várias janelas junto à cobertura. Todos eles estão adossados a logradouros dos edifícios residenciais que envolvem a propriedade. O JARDIM situa-se em frente da fachada posterior do palácio, encontrando-se subdividido em quatro zonas distintas, com uma zona arrelvada e arborizada, separada, a poente, por canteiros em buxo quadrangulares da zona do tanque suspenso, e, a NE., da zona da pérgula; a zona arrelvada é delimitada, a S., por um murete com cerca de 1 m., com alegretes, interrompido ao centro por um portal composto por dois pilares em silharia fendida, a que se adossam estípides, rematados por friso, cornija e esfinges, em pose teatral, possuindo duas portadas metálicas. Fronteiro a este, a E., a zona do antigo roseiral, rodeado, em toda a sua extensão, por um troço do referido murete e por mais três troços similares e a poente a zona do jardim formal em buxo, com o qual confina, a O., o pomar de pomoideas e, confinando com este mesmo jardim e o antigo roseiral, a S., encontra-se o pomar de citrinos. A ZONA ARRELVADA apresenta uma planta rectangular, com um caminho ao longo do seu perímetro e dois caminhos ortogonais que se cruzam ao centro. Dispersos no relvado encontram-se várias espécies arbóreas das quais se destacam dois exemplares de magnólias (Magnolia grandiflora) que enquadram a porta principal da fachada posterior, de acesso ao jardim, de um lado e de outro do caminho transversal do relvado. Além destas árvores existem: 2 exemplares de plátanus (Platanus orientalis), 7 de grevílias (Grevillea robusta), 1 de árvore-da-borracha (Ficus elástica), 1 de palmeira (Washingtonia filifera) e ainda alguns eucaliptos (Eucalyptus globulus). Existem ainda alguns arbustos dispersos de: loendros (Nerium oleander), lantanas (Lantana Camara), agaves (Agave americana), aloes (Aloe vera) e pitosporos (Pittosporum tobira). A O., separada da zona arrelvada por três sebes lineares, paralelas em buxo talhado, interrompidas ao centro pelo caminho longitudinal do eixo ortogonal central, inscrito no terreno, encontra-se a ZONA DO TANQUE SUSPENSO, de planta oitavada, encontrando-se suspenso sobre 8 pilares que enquadram 8 arcos de volta perfeita que delimitam uma zona soterrada com cerca de 1 m., no centro da qual se encontra uma mesa circular em pedra, com 1 metro de diâmetro, pavimentada em tijolo lambaz ao cutelo e com cobertura em abobadilha, também de tijolo. O lago tem acesso através de escada de cantaria, em leque, com nove degraus e guardas baixas, com os arranques em forma de colunas, encimadas por urnas do tipo Médicis, sendo rodeado por passadiço externo, onde são visíveis os vestígios das antigas guardas; encontra-se revestido por oito painéis de azulejo figurativo, em roxo manganês, de 4x25, representando cenas do quotidiano e mitológicas. A alimentação de água ao tanque efectua-se por elemento escultórico em pedra, representando uma cabeça de peixe aplicada sobre concavidade de concha. As infraestruturas hidráulicas situadas no muro limítrofe O. da propriedade junto ao tanque, como regadeiras adossadas ao muro e caixas de drenagem, demonstram que este tanque constituiu peça fundamental de acumulação de água para alimentação do sistema de rega da quinta. A S. da zona arrelvada, no prolongamento do seu eixo transversal, surge o ANTIGO ROSEIRAL, circundado por murete, apresentando lago hexagonal ao centro. Actualmente esta zona apresenta cerca de 20 pés de buxo talhado apresentando formas esféricas. Do lado esquerdo deste eixo, encontra-se o JARDIM FORMAL EM BUXO em que banquetas em buxo inscrevem desenhos no solo ora predominantemente curvilíneos, formando um labirinto, ora rectilíneos, delimitando canteiros de bolbosas. A S. destas duas zonas de carácter tão distinto situa-se um recente pomar de citrinos. A O. da zona do jardim formal em buxo e a S. da zona do tanque suspenso, está implantado um também recente pomar de pomoideas *2.
Materiais
VIVOS: Árvores: magnólia (Magnolia grandiflora), plátanos (Platanus orientalis), grevília (Grevillea robusta), árvore-da-borracha (Ficus elástica), palmeira (Washingtonia filifera) eucalipto (Eucalyptus globulus); Arbustos: loendro (Nerium oleander), lantana (Lantana Camara), agave (Agave americana), aloe (Aloe vera) e pitosporo (Pittosporum tobira); trepadeira: glicínia (Wisteria sinensis) e hera (Hedera helix ; herbáceas: agapantus (Agapanthus praecox). INERTES: Estruturas em alvenaria de calcário, alvenaria de tijolo e betão, rebocadas e pintadas; pilares, pilastras, embasamento, modinaturas, frisos, cornijas, pilares, escadas, elementos decorativos, lago, esfinges, paredes do interior da capela, pavimentos em cantaria de calcário; teia da capela em mármore; tectos, pavimentos, estruturas das coberturas, portas e caixilharias em madeira; guardas, portões e grades das janelas em betão; cobertura do lago em tijolo; pavimentos em ladrilho; azulejos tradicionais; janelas com vidro simples, algumas com caixilharias de alumínio (nos anexos); no lago, pavimento em tijolo lambaz, regadeira e janela em pedra calcária, muros em alvenaria, grelha do sistema de drenagem e portão em ferro.
Observações
* 1- Também referida como Quinta do Frederico de Montecuche ou do Campos Pereira, foi classificada como "Partes do edifício da Quinta da Alfarrobeira, ao Calhariz de Benfica, compreendendo: 1) Fachada principal; 2) Portão de entrada no pátio; 3) Fachada sobre o pátio; 4) Fachada posterior; 5) Capela e as telas do interior; 6) Todos os elementos de arquitectura e escultura dispersos no jardim e parque. *2 - No perímetro da Quinta, existia uma casa de fresco, desaparecida, sendo possível perceber parte da sua estrutura, pela existência de uma fotografia do interior, mostrando que era de planta semicircular, com três portas de verga recta, duas laterais e uma central, intercaladas por janelas de peitoril tríforas, com o lume central em arco de volta perfeita, formando uma zona amplamente iluminada; as janelas eram flanqueadas por estípides, asentes em plintos paralelepipédicos; tinha uma cobertura em meia-cúpula, assente em cornija e decorada talvez com pinturas; sob as janelas, bancos corridos, semicirculares; no lado rectilíneo, surgia uma fonte de planta côncava, em cantaria de calcário, com espaldar curvo e volutado, rematando em amplo friso e cornija contracurvada, de inspiração borromínica; ao centro, um nicho semicircular, com moldura volutada inferiormente, onde assentavam taças, e remate em cornija interrompida, contendo uma imagem da Virgem, provavlemente Nossa Senhora da Conceição; na base, uma mísula, composta por friso curvo, protegia a bica, que vertia água para um tanque baixo, circular e de bordos boleados. Em frente ao Salão, existia um lago, situado no centro de oito alamedas convergentes, o qual tinha cerca de 8 metros de diâmetro e, ao centro, a figura de Mercúrio. *3 - segundo a tradição, a casa teria sido feita com algum material proveniente das obras do Convento de Mafra(v. PT031109090001).