Arquitectura residencial, barroca. Casa nobre de quinta desenvolvendo-se em 2 pisos, sendo o inferior enterrado em parte, aproveitando a topografia do terreno, e ocupado pela zona de serviços, estando a zona habitacional no piso superior. As paredes da casa de jantar são totalmente revestidas de azulejos de albarradas. Esta utilização do motivo de albarrada em fiadas sobrepostas não é corrente, resultando provavelmente de uma adaptação de antigos silhares, realizada no séc. 19.
De planta irregular, articula-se em três corpos com cobertura em telhado de 2 e 3 águas articuladas nos ângulos. Tem dois pisos, sendo o inferior (área de serviços) enterrado em parte, aproveitando a topografia do terreno. O acesso faz-se a E. por pátio protegido por muro, no qual se abre um arco abatido em calcário com portão de grades de ferro. Ao fundo do pátio destaca-se a fachada principal, de linhas simples, com porta antecedida por escada de cantaria (acesso directo ao andar nobre), ladeada por janelas de peito, de emolduramento de cantaria em verga curva e guarnecidas de grades de ferro forjado. INTERIOR: destaca-se a sala de jantar, totalmente revestida de azulejos monocromos, azul de cobalto em fundo branco, com albarradas. Os tectos são de madeira. No hall de entrada 3 painéis de azulejos policromos, de composição figurativa, do terceiro quartel do séc. 18.
Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, tijoleira, azulejos, madeira, ferro forjado.
Observações
Os azulejos do hall e dos corredores foram postos pelo actual proprietário que os comprou a Manuel Marques Antunes. Os três painéis de composição figurativa seriam provenientes da Quinta dos Inglesinhos. O revestimento em azulejo de albarradas foi restaurado por Manuel Marques Antunes e várias lacunas foram preenchidas com azulejo do séc.20 imitando os azulejos antigos.