Chafariz central maneirista de coluna e duas taças. Modelo tardio e devedor aos modelos renascentistas e maneiristas desenvolvidos pela designada escola dos Lopes, mestres minhotos que evoluiram esta tipologia (João Lopes-o-Velho, João Lopes-o-Moço, Gonçalo Lopes e João Lopes de Amorim) que se pode encontrar desde Pontevedra (Galiza) a Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Guimarães e Porto.
Assente num largo tanque circular com fiadas de molduras no rebordo desenvolve, em ascensão, estrutura vertical trabalhada dividida em três partes pelas duas taças, com molduras arquitectónicas e carrancas nas faces exteriores, que o constituem. Base interior em pedestal no qual assenta balaústre bolboso lavrado em folhas de acanto em duas secções, estrutura intermédia com gola cilíndrica decorada com motivos geométricos e fuste canelado e alto pináculo superior dividido em seis partes: corpo cilíndrico decorado em folhas de acanto, pseudo-capitel com querubins e remate vegetalista, imposta quadrangular, plinto com motivos nacionais encerrados em ferragens nas faces, urna bolbosa e esfera com novos motivos vegetalistas.
Materiais
Granito
Observações
João Lopes de Amorim, um dos mestres de pedraria que desenvolveu este modelo, trabalhou no Convento do Pombeiro nos anos de 1620, embora apenas se encontre documentado a edificar o dormitório para os religiosos beneditinos.