Arquitectura residencial, vernácula. Casa corrente com a tipologia determinada pela utilização de elementos formais e construtivos de cariz vernácula, que particularizam a arquitectura da região saloia, nomeadamente: volumetria maciça (genericamente um corpo de dois pisos articulado a um outro térreo, destinado a serviços), expressão rude das cantarias utilizadas, cobertura com encurvamento na zona terminal e beirados simples, destacando-se igualmente as pequenas dimensões e o reduzido número de vãos que ostenta, bem como as variantes regionais ao nível das chaminés. Considerando o gradual processo de urbanização da região onde se integra, o conjunto denota a permanência dos modelos filiados na tradição vernácula, implantado-se ainda em contexto de alguma ruralidade. No âmbito da arquitectura saloia destacam-se particularmente o edifício E. e o edifício central, respectivamente, pela utilização de telhados diferenciados e pelo recurso à policromia ao nível dos cunhais, aproximando-se este último dos valores vernáculos das habitações algarvias e alentejanas.
O conjunto, de perímetro sensivelmente em L, é constituído por três construções adossadas. O edifício do extremo O., de planta em L composta pela articulação de 2 corpos rectangulares, volumetria paralelepipédica e cobertura efectuada por telhados a 2 águas. Desenvolve-se em 2 pisos e é superiormente delimitado por beirado simples, panos de muro em reboco pintado e alçados com abertura de janelas de peito e verga recta. O edifício central, adossado ao lado E. do anterior, apresenta planta rectangular, volumetria escalonada e cobertura efectuada por telhados a 1 e 2 águas. Panos de muro em reboco pintado, o alçado principal com janelas de peito e verga recta, destacando-se, ao nível do piso térreo, a manutenção das cantarias de emolduramento. De 2 pisos (sendo que o segundo se encontra ao nível da cobertura), é interrompido centralmente pela presença de chaminé (coberta superiormente por telhado a 3 águas), que se desenvolve desde o piso térreo até à cobertura. O edifício do extremo E. do conjunto, apresenta planta em L composta pela articulação de 1 corpo rectangular com 1 corpo quadrado, volumetria paralelepipédica e cobertura efectuada por telhados a 4 águas. Panos de muro em reboco pintado, os alçados com rasgamento de vãos, genericamente de peito, verga segmentar e emolduramento de cantaria. O alçado principal, a S., de 2 pisos, é delimitado superiormente por beirado simples e lateralmente por cunhais pintados, e 2 mísulas de cantaria a eixo. No alçado E. chaminé de volumetria paralelepipédica e abertura em mealheiro.
Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, estuque, ferro forjado, madeira
Observações