Arquitetura religiosa, barroca. Igreja de planta em cruz latina, composta por nave, transepto pouco saliente, com cruzeiro circular, pela existência de estreitos corredores nos braços, e capela-mor, com a torre sineira adossada à fachada posterior, com o interior dividido em tramos por pilastras toscanas duplas, que sustentam as coberturas em abóbadas de lunetas, amplamente iluminada por enormes janelões que se rasgam nas fachadas do imóvel e pelo tambor, olhos de boi e lanternim da cúpula que cobre o cruzeiro. Fachada principal rematada em frontão triangular, bastante elevada, composta por dois registos divididos por entablamento, o inferior com portal axial de verga recta, flanqueado por consolas que sustentam o remate em frontão triangular, encimado pelo amplo janelão do coro-alto, com remate em frontão semicircular. As fachadas têm tratamento semelhante, com dois registos, o superior recuado, dando origem a um terraço, protegido por guarda balaustrada, que protege o imóvel, possuindo duas ordens arquitectónicas distintas, toscana no piso inferior e de inspiração coríntia no superior, remetendo para modelos clássicos. A torre sineira apresenta vários registos, com ventanas em arcos de volta perfeita e remate em coruchéu campaniforme. Interior com coro-alto, com guarda de madeira, possuindo, nos braços do transepto tribunas, com guardas semelhantes, sendo rasgada por vãos sobrepostos, portas no piso inferior e janelas de varandim no superior. Capela-mor simples, seguindo as normas pombalinas, possuindo um simples painel pintado, envolvido por uma moldura de talha, com altar paralelepipédico, tendo pilastras volutadas adossadas aos costados. Igreja de cunho erudito, totalmente construída em cantaria de calcário, erigida como voto gratulatório pela sobrevivência do monarca D. José I a um atentado sofrido naquele local, hesitando entre os modelos clássicos que se faziam sentir e esquema enraizados de cunho barroco e pombalino. A planta é bastante simples, formando um rectângulo, com os ângulos côncavos, permitindo rasgar janelas nesta zona, no qual se inscreve uma nave, um transepto pouco saliente e a capela-mor. As fachada possuem um tratamento semelhante, com terraço na zona superior e ostentando várias janelas de varandim, que as dinamizam, havendo um jogo entre fenestrações rectilíneas no corpo saliente e em arco abatido ou de volta perfeita no registo superior, estas mais declaradamente barrocas, com a adopção de modinaturas recortadas, encimadas por falso fecho e por cornija contracurva, de influência borromínica, sendo frequente o aparecimento, nos panos de muro, de almofadados com lacrimais na base, típicos da época. A torre sineira ocupa a zona posterior, num esquema recorrente no Barroco, mas que recupera ideais medievais, que a situavam junto à sacristia; possui fogaréus nos ângulos, tipicamente barrocos. O interior procura ser unificado, com todos os elementos a convergir para o cruzeiro do transepto, onde surge enorme cúpula, assente em pendentes, tudo ornado com elementos almofadados azuis e rosa, criando uma policromia interna; contudo, forma enormes ângulos nos braços da cruz, apesar de aligeirados por corredores que correm lateralmente. As coberturas são do tipo barroco, com os arcos de abóbada ornados por rosetões.
Planta em cruz latina composta por nave rectangular, com os ângulos fundeiros curvos, formando um pequeno endo-nártex, e com transepto pouco desenvolvido, e capela-mor mais estreita, com anexos e sacristias adossadas, possuindo uma torre sineira na fachada posterior, com o interior cortado por pequeno transepto, com acesso por dois corredores laterais, que acedem, por escadas, aos pisos superiores e ao coro-alto. De volumes articulados, possui coberturas diferenciadas em terraço, cúpula sobre o cruzeiro do transepto e em coruchéu campaniforme na torre sineira. Fachadas em cantaria de calcário aparente em aparelho isódomo, percorridas por amplo embasamento do mesmo material, flanqueadas por cunhais apilastrados, toscanos na zona inferior e de capitéis coríntios no superior, rematadas por entablamento. Fachada principal virada a O., com corpo central longilíneo, dividido em dois registos por entablamento do tipo dórico, flanqueado por duas ordens de duplas pilastras, sendo o registo inferior rasgado por portal de verga recta e moldura almofadada, rematado por friso, cornija e frontão triangular que assenta em duas consolas; sobre este, evolui painel em cantaria, de perfil recortado, com lacrimais na base, flanqueado por elementos galbados e decorados por motivos fitomórficos, que se ligam ao entablamento, que sustenta enorme janelão, envolvido por dupla moldura, a exterior recortada e com meandro na base, com verga alta e encurvada, possuindo painel recortado, com pingentes, sobrepujado por frontão semicircular. O corpo é flanqueado por duas alas côncavas, semelhantes, rasgadas por dois vãos em eixo, o inferior formando uma porta de verga recta e o superior uma janela de varandim com guarda de cantaria vazada, formando falsos balaústres, com moldura almofadada e recortada, rematada por espaldar, que possui falso fecho estriado; são rematados por platibanda balaustrada, que protege o terraço. As fachadas laterais, viradas a N. e a S., são semelhantes, formando dois registos, o superior reentrante, com amplo terraço protegida por balaustrada. O piso inferior é marcado por três panos na nave, o central ligeiramente saliente, e um na capela-mor, flanqueados por pilastras toscanas colossais, dois deles e o da capela-mor rasgados por janela rectilínea com moldura simples de cantaria, encimadas por janela de varandim, semelhantes às dos flancos da fachada principal; o pano do extremo direito, possui, no piso inferior, uma porta de verga recta. No nível superior, surgem três panos na nave, um no transepto e dois na capela-mor, divididos por pilastras; os da nave e capela-mor possuem janelões em arco abatido, com molduras almofadadas, rematadas por frontão sem retorno, com cornija contracurva, de inspiração borromínica, possuindo frontão almofadado e com falso fecho; o transepto tem ampla janela ovalada, rematada por cornija angular, ornada por elementos almofadados. Sobre o cruzeiro do transepto, ampla cúpula circular, rasgada por oito janelas em arco de volta perfeita, com moldura de cantaria e fecho ornado por motivo fitomórfico, flanqueadas por parastase; remata em entablamento, sobre o qual surge a calote da cúpula, com os contrafortes visíveis, tendo os panos rasgados por olhos de boi; lanternim com oito janelas rectilíneas, flanqueadas por pilastras e rematando em pequeno bolbo, sobrepujado por esfera e cruz latina em bronze. Reentrante e ligado por duas ilhargas côncavas, semelhantes às da capela-mor, o corpo da torre sineira, com a zona inferior semelhante às fachadas da nave, encimada por balaustrada que protege o terraço, onde surge a sineira, propriamente dita, com três registos, dividido por amplo friso de cantaria, os inferiores cegos e os superiores com sineiras em arcos de volta perfeita, rematando em friso, cornija e com fogaréus nos ângulos, tendo, sobre a cobertura, esfera, cruz latina e cata-vento em bronze. Fachada posterior marcada pelo corpo da sineira, com a face semelhante às descritas anteriormente. INTERIOR em cantaria de calcário aparente, formando três tramos na nave, dois na capela-mor e em cada um dos braços do transepto, através de pilastras coríntias, assentes sobre altos plintos, que também surgem nos ângulos, sustentando os arcos do cruzeiro do transepto, tudo encimado por entablamento, com friso inferior denticulado; os espaços devocionais têm coberturas em abóbadas de lunetas, com os tramos marcados por arcos de abóbada, ornados por rosetões com os panos ornados por almofadas recortadas; pavimento em cantaria de calcário. Cada tramo é rasgado por portas de verga recta, com os ângulos superiores truncados e rematadas em cornija, encimadas por janelas de varandim com os ângulos côncavos, protegidas por falsas balaustradas metálicas e sobrepujadas por frontão semicircular, com volutas na base e ornados por elementos vegetalistas. Coro-alto com balaustrada de talha pintada de branco e dourado, tendo o portal protegido por guarda vento de madeira, ladeado por pias de água benta concheadas. De cada um dos lados, uma porta acede a estreito corredor que liga aos braços do transepto com a cúpula ostentando, na base dos panos, almofadados em cantaria azul e vermelha, assente em pendentes, ornados por almofadados, encimados por motivo vegetalista. Os braços do transepto possuem tribunas com guardas de talha pintada de branco e dourado, para onde abrem portas laterais, com modinaturas e remates semelhantes aos das janelas do interior do templo. Na base destas, uma porta de verga recta acede a um pequeno espaço, surgindo, no do lado da epístola, a urna com os restos mortais do Marquês de Pombal, possuindo uma lápide indicativa do mesmo. Na capela-mor, retábulo-mor de talha dourada, embutido no muro, formando um amplo painel trilobulado, com moldura simples, flanqueado por orelhas recortadas, que se alargam na zona superior, em volutas, que sustentam pequeno espaldar com enorme resplendor, rematado em cornija angular; o banco é marcado por profusa decoração fitomórfica, na forma de festões, flanqueados por plintos galbados, assentando em altar paralelepipédico em cantaria, tendo os costados volutados na zona superior. Sobre este, o sacrário de talha dourada, em forma de templete.
Materiais
Estrutura, pilastras, entablamento, cornijas, fogaréus, pavimentos, coberturas, cunhais, balaustradas em cantaria de calcário liós; moldura do painel do altar-mor, portas e caixilhos de madeira; janelas com vidros simples e caixilhos metálicos.
Observações