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Bairro do Restelo

Bairro do Restelo

O ponto de interesse Bairro do Restelo encontra-se localizado na freguesia de Belém no municipio de Lisboa e no distrito de Lisboa.

Setor urbano. Área com unidade morfológica contemporânea de traçado radioconcêntrico estruturado por um eixo central. Habitação económica de promoção pública estatal (DGEMN). Bairro estruturado por um eixo central, a partir do qual se organiza, de forma quase simétrica. É atravessado por dois eixos secundários, orientados a E./O., que fazem a ligação entre as travessas do bairro e os eixos fundamentais, situados no seu limite. Bairro composto por casas geminadas e em banda das classes C (tipo 1, 2 e 3) e D (tipo 1, 2 e 3), e moradias geminadas e unifamiliares sem projeto tipo, implantadas em lotes de maior dimensão, dividindo espaço o urbano segundo uma hierarquia que reflete os diferentes tipos de rendimento. Os princípios da Cidade-jardim de Howard, presentes no plano da Encosta da Ajuda ou do Restelo, encontram-se também refletidos no Bairro Económico, inicialmente previsto como área residencial de luxo. A solução encontrada procura uma hierarquia equilibrada, presente na articulação dos eixos principais com os secundários e na implantação das casas económicas, moradias geminadas e unifamiliares, valorizando o bairro como unidade de vizinhança. Tanto o plano geral de urbanização, como o plano do bairro económico e os projetos das casas tipo, foram elaborados pelo mesmo projetista, facto ao qual se deverá a coesão da malha urbana. Adaptação ao Bairro do Restelo do projeto das casas tipo inicialmente previstas para o Bairro das Casas Económicas do Vale Escuro (v. IPA.00026248). É o único agrupamento económico do país que tem unicamente moradias das classes C e D.

Bairro com traçado regular tendencialmente radioconcêntrico, cujo projeto reflete uma estrutura hierárquica dos elementos que o compõem, eixos viários, espaços públicos, equipamentos, habitações e espaços privados, criando uma unidade autónoma na área urbana do Restelo. Conjunto estruturado a partir de um eixo fundamental, a Rua Duarte Pacheco Pereira (rua 2), de orientação N/S, a partir do qual se desenvolve o bairro económico, de forma tendencialmente simétrica. Nesta via estruturante implanta-se "centro geométrico" do bairro, conforme a memória descritiva, o Centro Comercial do Restelo (v. IPA.00016560), área destinada ao comércio. Dois eixos secundários, orientados a E./O., a Rua D. Francisco de Almeida (rua 5) e Rua D. Cristóvão da Gama (rua 8), atravessam o bairro, fazendo a ligação em curva com as ruas complementares (travessas) e eixos fundamentais do Plano de Urbanização da Encosta da Ajuda: a Avenida do Restelo (avenida B-D-E), a Avenida da Torre de Belém (avenida C-D) e a Avenida D. Vasco da Gama (avenida A-B). A Rua D. Cristóvão da Gama e D. Francisco de Almeida caracterizam-se como elementos de transição, a primeira junto à Rua de Pedrouços, é a charneira do bairro com o tecido urbano preexistente, e a segunda com a área a N., caracterizada por moradias unifamiliares implantadas em lotes de grande dimensão. Nesta zona foram projetadas duas praças semelhantes, com jardim ao centro, em torno das quais se desenvolvem os quarteirões de maiores dimensões. A Praça de Goa situada a O., e a Praça de Damão a E. da Rua Duarte Pacheco Pereira, rodeadas por moradias unifamiliares e delimitadas a S. pela Rua D. Francisco de Almeida. A E. da Praça de Goa, localiza-se a Rua Fernão Lopes de Castanheda, ajardinada ao centro, e formando um impasse, que possibilita maior rentabilidade na área de urbanização. Os dois quarteirões a S. das praças, compreendidos entre as ruas D. Francisco de Almeida e São Francisco Xavier (Rua 6), distinguem-se por reunirem moradias geminadas sem projeto tipo e casas económicas. Para S., implanta-se a área do bairro de maior unidade, situada entre as ruas São Francisco Xavier, Diogo de Azambuja, D. Cristóvão da Gama e Gaspar Corte Real, e dividida a E./O. pela Rua Tristão da Cunha (rua 7), que constitui o eixo de simetria. Esta zona do bairro é composta por 30 quarteirões com cerca de 70 m de comprimento, separados por travessas, inicialmente previstas como passagens pedonais. Estes quarteirões fechados, compostos cada um por 8 moradias em banda, 2 moradias da classe C, tipo 3, em cada extremidade, e 4 moradias da classe C, tipo 2, no centro, são totalmente rodeados por logradouros através dos quais se fazem os acessos às habitações. A implantação das casas é recuada em relação às vias, originando duas áreas verdes, uma mais pequena com a entrada principal e outra com entrada posterior, ambas com acesso às travessas. A O., situados entre as ruas D. Francisco de Almeida, Gaspar Corte Real, D. Cristóvão da Gama e Soldados da Índia, localiza-se um conjunto de 8 quarteirões, com moradias em banda da classe D, tipo 2. Estes quarteirões, orientados a E./O., foram desenhados perpendicularmente à unidade anterior, usando o mesmo tipo de distribuição de espaços públicos e privados, e respeitando a linha orientadora do projeto urbano do bairro. Nesta área estão implantadas 90 moradias, 10 por quarteirão. A Rua Soldados da Índia constitui o limite poente do bairro, onde se implantam as moradias geminadas da classe D, tipo 3, destinadas à classe mais elevada. No limite S., entre as ruas D. Cristóvão da Gama e de Pedrouços, formam-se quarteirões irregulares e menos homogéneos, que rematam a malha existente, onde se edificaram moradias das classes C (tipo 1) e D (tipos 1 e 2) D1, D2, C1, e moradias unifamiliares, numa área inicialmente prevista para construção de equipamento público.

Materiais

Casas tipo: fundações em betão ciclópico; paredes exteriores e interiores alvenaria de betão (blocos prensados); revestimentos em argamassa; revestimentos dos vãos e elementos decorativos em betão; caixilharias em madeira (casquinha); Casas sem projeto-tipo: paredes exteriores em alvenaria de pedra, lajes em betão armado, paredes interiores em betão prensado e/ou tijolo burro; caixilharia em madeira (casquinha).

Observações