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Chafariz de Santa Ana

Chafariz de Santa Ana

O ponto de interesse Chafariz de Santa Ana encontra-se localizado na freguesia de Arroios no municipio de Lisboa e no distrito de Lisboa.

Arquitectura infraestrutural, revivalista neobarroca. Chafariz urbano, adossado a muro, integrado no âmbito do abastecimento de água à cidade de Lisboa, pelas Águas Livres, do tipo espaldar rectilíneo, rematado por elementos lobulados, que integram as bicas, com molduras circulares, que vertem para tanque rectangular, de perfil galbado e bordo boleado, tripartido e com réguas de ferro de apoio ao vasilhame. A caixa de água encontra-se no interior do muro, com acesso por porta de verga recta no lado esquerdo.

Chafariz de planta rectangular, assente em plataforma de dois degraus em cantaria de calcário lioz e vermelho. É executado em cantaria de calcário lioz, composto por espaldar rectilíneo, encimado por recortes lobulados e, ao centro, pequeno espaldar contracurvado, onde surgem as armas municipais, emolduradas por painel circular e a data "1887". Cada um dos lóbulos, com molduras múltiplas circulares, possui uma bica em chumbo, rodeada por pétalas de flores, que vertia para tanque rectangular, de perfil galbado, assente em pequeno rodapé rectilíneo, com bordos boleados; o interior encontra-se tripartido por blocos de cantaria, capeados a cimento, com escoamento metálico. No espaldar e no bordo do tanque surgem vestígios das antigas réguas de apoio ao vasilhame. No lado esquerdo, surge um vão de verga recta e moldura simples, protegido por porta metálica, pintada de verde, de acesso à caixa de água.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário lioz; elementos em ferro; porta da caixa de água em metal.

Observações

*1 - Por decreto do Ministério da Cultura (dec. nº 5/2002 de 19 de Fevereiro) foi alterado o Decreto de 16 de Junho de 1910, publicado em 23 de Junho de 1910 que designava o imóvel como "Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água", passando a ter a seguinte redacção: "Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados, nas freguesias de Caneças, Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém, Queluz, no concelho de Sintra, São Brás, Mina, Brandoa, Falagueira, Reboleira, Venda Nova, Damaia, Buraca, Carnaxide, Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, São Sebastião da Pedreira, Santo Condestável, Prazeres, Santa Isabel, Lapa, Santos-o-Velho, São Mamede, Mercês, Santa Catarina, Encarnação e Pena, municípios de Odivelas, Sintra, Amadora, Oeiras e Lisboa, distrito de Lisboa". *2 - os projectos encontram-se no Museu da Cidade, sendo possível verificar dois com teor muito distinto do aprovado, sendo um rectilíneo, com espaldar de perfil contracurvado, tripartido por pilastras e colunas com tambores lisos a alternar com silharia rústica e capitéis coríntios, e por estípides, adossadas a gigantes em silharia rústica; ao centro, duas tabelas, a inferior com duas bicas em forma de golfinhos com as caudas entrelaçadas, constituindo as bicas centrais, encimada por uma segunda, com inscrição e assente em lacrimais; a zona central remata em tímpano com as armas reais; os panos laterais apresentavam apainelados lisos, encimados por óculos ovalados, rematados por cornija e ornados por molduras fitomórficas; o conjunto rematava em platibanda vazada, com acrotérios a sustentar vasos floridos, surgindo, ao centro, a figura de Neptuno, sobre plinto contracurvado; o tanque tinha perfil rectilíneo, contracurvado junto às colunas, criando três zonas tripartidas; o conjunto era flanqueado por duas portas de verga recta, a do lado direito de acesso à arca de água. Um segundo projecto, era formado por espaldar elevado, com varandim corrido e acesso por escadas laterais. Um terceiro projecto, mais arrojado, criava um chafariz do tipo nicho, com acesso por uma ampla escadaria central flanqueada por dois tanques, apresentando, no topo das escadas, um arco decorado pelas armas reais e tendo, nos ângulos, alegorias, representando a Magnificência, Utilidade Pública, Liberalidade e a Providência, seguindo modelos de Cesar Ripa; o conjunto era rematado por alto obelisco, com as faces ornadas por rosetões e coroado por um dragão alado sobre uma esfera; o chafariz encontrava-se no centro da estrutura. *3 - os materiais esculpidos para o Chafariz foram reutilizados em outros locais, tendo sido colocadas as escultura do Tejo e do Douro no Passeio Público (v. PT031106450428) e os golfinhos reaproveitados no chafariz de Belém, actualmente no Largo do Mastro (v. PT03110624); as sereias e os tritões encontram-se arrecadados no Museu da Cidade.