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Igreja Paroquial de São Miguel do Castelo

Igreja Paroquial de São Miguel do Castelo

O ponto de interesse Igreja Paroquial de São Miguel do Castelo encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Oliveira no municipio de Guimarães e no distrito de Braga.

Arquitectura religiosa, românica. Igreja paroquial de planta longitudinal, com nave única e capela-mor rectangular inserida no foco românico tardio de Entre Douro e Minho. Fachada principal rasgada por portal com lintel interrompido inscrito em arquivoltas quebradas. Esta fachada apresenta a ladear o portal par de cachorros que suportariam alpendre. Fachadas laterais rematadas por cachorrada, rasgadas por portal com lintel interrompido, também com cachorros que suportariam alpendres. Uma das fachadas laterais apresenta dois arcossólios. Interior simples com cobertura em madeira com o travejamento à vista. Apresenta frisos decorados ao nível da arquivolta do portal, um dos arcosólios e arco triunfal. Este último é assente em impostas formadas por cornija que atravessa a parede onde se abre o arco. Encontra-se emblemáticamente ligada à fundação da Nacionalidade e à lenda que teria sido neste local que D. Afonso Henriques teria sido baptizado, conforme atesta lápide no interior. No entanto esta hipótese é contraditória com a data de fundação da igreja, já no reinado de D. Afonso II.

Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor rectangular mais estreita. Volumes escalonados de dominante horizontal com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas. Fachadas em cantaria de granito, com os topos dos corpos em empena, e as fachadas laterais rematadas por cachorrada sob duplo beiral. Fachada principal orientada rasgada por portal com lintel interrompido, inscrito em duas arquivoltas de arco quebrado, a primeira decorada, com tímpano liso. É ladeado superiormente por par de cachorros que suportariam alpendre e ao centro a encimá-lo fresta. No vértice da empena de remate encontra-se cruz florenciada. Fachada lateral S. e N. abertas na nave por portal com lintel interrompido, encimado por arco demarcado no pano murário, ladeado superiormente por par de cachorros e de frestas. A fachada lateral N. apresenta a ladear o portal dois arcossólios, o da esquerda em arco quebrado e o da direita em arco pleno com uma arquivolta decorada por ornato em dente de serra. Fachada posterior com fresta aberta na capela-mor e cruz de malta no remate da empena do corpo da nave. INTERIOR com paredes em cantaria de granito, cobertura de madeira, com o travejamento à vista e pavimentos em laje de granito integrando estelas funerárias decoradas e com inscrições. Na parede fundeira, do lado do Evangelho, encontra-se pia baptismal em granito, com coluna de secção circular simples e taça moldurada inferiormente e superiormente. O baptistério é demarcado por guarda de ferro forjado, com grades demarcadas na metade superior por torço, coroadas por flores de liz estilizadas. Junto a este encontra-se lápide com inscrição. Portais laterais inscritos em arcos plenos. Arco triunfal pleno decorado por friso com entrelaçado simples, assente em impostas formadas pela cornija que percorre o paramento. Capela-mor sobrelevada por um degrau, com altar recto de granito, encostado à parede testeira, sobre supedâneo de dois degraus.

Materiais

Estrutura, elementos decorativos, pavimentos e altar em granito, portas e estrutura do telhado em madeira; cobertura em telha de canudo.

Observações

*1 - Trata-se de uma Zona Especial de Proteção Conjunta do Castelo de Guimarães (v. PT01030834011), Igreja de São Miguel (v. PT01030834006) e Paço dos Duques de Bragança (v. PT01030834013). Foi construída dentro da antiga cerca baixa do castelo de Guimarães e com o qual se relacionava intimamente. Alguns autores defendem que teria sido nesta igreja que D. Afonso Henriques teria sido baptizado, datando a sua provável construção dos séc. 9 ou 10, da época da Condessa Mumadona Dias. Esta interpretação é contraditória com a data de sagração da mesma e com primeira referência à igreja, apenas nas primeiras décadas do séc. 13.