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Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil Martins

Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil Martins

O ponto de interesse Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil Martins encontra-se localizado na freguesia de São Domingos de Benfica no municipio de Lisboa e no distrito de Lisboa.

Arquitectura de saúde, modernista. O Pavilhão do Rádio, pertencente ao conjunto de edifícios que albergam os distintos serviços do Instituto Português de Oncologia, representa na arquitectura modernista portuguesa exemplo da adopção da linha funcional e racionalista, de influência germânica, à maneira de Gropius. O Pavilhão do Rádio consiste na primeira construção europeia de um pavilhão destinado à radioterapia que obedece aos mecanismos de protecção estabelecidos no IIº Congresso Internacional de Radiologia, ocorrido em 1928 na cidade de Estocolmo.

Complexo arquitectónico composto por vários pavilhões. Ao centro, situa-se o edifício principal, denominado Pavilhão Central. Junto a este, na fachada posterior, o Pavilhão de Instrumentos e Equipamentos, paralelo ao Pavilhão Administrativo, ladeado pelos corpos da Liga Portuguesa Contra o Cancro. No lado esquerdo, os Pavilhão de Radioterapia, a Unidade Autónoma de Psicologia, o Pavilhão do Rádio, o Pavilhão de Medicina Nuclear e o Lar de Doentes. No lado direito, o Pavilhão Fernando Santos, a Escola de Enfermagem, o Pavilhão de Risco e Prevenção e dois pavilhões de Medicina. O PAVILHÃO DO RÁDIO é um edifício de três pisos, com cobertura em terraço. A estrutura das fachadas é regular e simples. Na fachada N. destaca-se, ao centro, uma superfície onde se rasgam vãos desencontrados assim ficando visível a escada de acesso interior aos diferentes pisos.

Materiais

Observações

EM ESTUDO 1*) No Relatório de viagem são registados os seguintes equipamentos: Instituto do Cancro da Faculdade de Medicina de Paris, que funcionava numa dependência do Hospital Paul Brousse, situado em Villejuif, a 3 km de Paris; Centro anti-canceroso da Salpêtriére, instalado na Clínica Cirúrgica do Prof. Gosset, que abrangia serviços de cirurgia, rádio e Curieterapia; Instituto Pasteur; Centro anti-canceroso de Bordéus, fundado sob o impulso do radiologista Bergonié, instalado nas dependências do Hospital de St. André; Centro anti-canceroso e Faculdade de Medicina de Lyon, este último construído com o apoio financeiro da Fundação Rockefeller e projectada pelo arquitecto Paul Bellemain; em Genebra, reconhece a qualidade do Radium Institut Suisse, dirigido pelo Dr. E. Wassmer; o Institut fur Krebsforschung, em Berlim, funcionava numa dependência da Charité, sendo dirigido por Blumenthal; em Copenhague, o Instituto de Anatomia Patológica e da Radium Stationen, dirigida pelo Dr. Collin; os hospitais Amts Sygehus, Bispebjaerg, Rigshospitalet, Comunal e Instituto de Fisiologia - particularmente salientado no Relatório de viagem -, "autênticos padrões de um pequeno povo, que tem justificado orgulho por essa grandiosa obra de ensino e de assistência social". Neste relatório é, ainda, referida a qualidade das construções hospitalares e de natureza assistencial na Dinamarca, então apresentadas numa pequena publicação datada de 1925, da autoria do Director dos Hospitais K. M. Nielsen, Os Hospitais Municipais de Copenhague; 2*) O arquitecto germânico Hermann Diestel colaborou com Albert Speer (1905-1981) e delineou o projecto para a Clínica Universitária de Berlim em 1941. Em Portugal, para além do Instituto Português de Oncologia, realizou os projectos para o Hospital Santa Maria, situado em Lisboa, entre 1940 e 1953, e o Hospital de São João, no Porto, em 1959.