Arquitectura militar, maneirista. Estrutura abaluartada setecentista exterior ao perímetro amuralhado da cidade. Edifício revelando uma certa precariedade de recursos e soluções, integrável no espírito e sentido de outras fortificações operacionais da Cidade de Évora levantadas na mesma época (v. PT040705120040), funcionaria como posto de defesa avançado. Constitui elemento de importância e valor patrimonial fundamental no conjunto do monumental e excepcional sistema defensivo da cidade.
Plataforma de aterro guarnecida por muro inclinado de alvenaria e reforçada com cantaria de granito nos cunhais, definindo um quadrado de quatro baluartes, circundado de fosso, albergando no seu interior o presídio, parada e claustro. No interior a cota do piso coincide com a cota de coroamento dos baluartes. Conserva a primitiva porta de campanha, o pontão e algumas guaritas vigiando os cunhais, em tijolo. Integra no seu corpo arcarias do Aqueduto da Prata ( v. 0705210026 ), que o atravessava de N. a S..
Materiais
Cantaria de granito, alvenaria, tijolo
Observações
EM ESTUDO. A actividade agrícola existente nos terrenos do interior do Forte bem como na envolvente, conduz ao aumento considerável de água no solo em grande parte drenada através dos paramentos da muralha. Primitivamente os paramentos seriam rebocados, como o demonstram os raros vestigios de revestimentos subsistentes nas muralhas e guaritas bem como o facto do talhe da pedra e o sistema de juntas indiciarem terem sido as alvenarias concebidas para serem rebocadas; do mesmo modo os únicos paramentos de pedra talhada não apresentam indícios de terem sido concebidos para ficarem à vista; subsiste ainda, junto à entrada principal, um troço de muralha integralmente rebocado sendo o troço do Aqueduto que atravessa o Forte também rebocado.