Aglomerado proto-urbano. Povoado da Idade do Ferro com anterior ocupação do sítio no Bronze Final. Povoado fortificado. A localização privilegiada confere ao sítio uma monumentalidade especial em estreita relação com o domínio de toda a paisagem envolvente. Embora os estudos até agora realizados não tenham sido muito conclusivos, o facto de conservar ainda grande parte da fortificação que abrange uma área invulgarmente extensa, confere-lhe uma importância inequívoca para o estudo deste tipo de povoados.
As ruínas do povoado são constituídas por uma grande cerca arruinada dividida por um muro longitudinal, sobre a crista divisória das duas ribeiras. São visíveis à superfície fragmentos de grossa cerâmica de construção, sulcos fundos e buracos provavelmente provenientes de escavações antigas. Na linha da muralha exterior afloram grandes blocos, ao longo de uma extensão superior a 200 m.
Materiais
Granito, xisto, cerâmica grossa de construção.
Observações
*1 - geologicamente a Cidade de Cuncos implanta-se numa área de granitos alcalinos ante-vestefalianos, xistos do Pré-Câmbrico e cascalheiras de planalto do Paleogénico ou Miocénico; *2 - da análise Ian Ralston concluiu que se trata " ... dos restos de uma construção de pedra sobre armação de madeira onde, devido ao incêndio... e sob acção das altas temperaturas então desenvolvidas, se teria dado a fusão de grande parte da pedra ou de outros materiais incluidos na construção; os blocos resultantes do processo afloram numa linha definida - correspondente a uma muralha e a possíveis bastiões - numa extensão de mais de 200m. Construções deste tipo são conhecidas na Europa desde o Séc. 10 a.c., correspondendo ao murus gallicis... Este fenómeno, muito conhecido no Norte de Inglaterra é normalmente referido por vitrification".