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Chafariz da Praça de Giraldo

Chafariz da Praça de Giraldo

O ponto de interesse Chafariz da Praça de Giraldo encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Évora (São Mamede no municipio de Évora e no distrito de Évora.

Arquitectura infraestrutural, renascentista. Chafariz constituído por fuste de elevação, taça e arca, obedecendo aos critérios estéticos de um vasto universo, que em Évora, integrando a rede de distribuição de água do aqueduto joanino da Prata tem outra bela expressão no chafariz da Porta de Moura (v. PT040705210039). Muito sóbrio, condiz com a fachada em estilo chão da Igreja de Santo Antão a ele fronteira. Desenhada pelo Arquitecto Afonso Álvares, é a mais monumental de todas estruturas de abastecimento de água à cidade, edificadas a jusante do Aqueduto da Água da Prata. A Praça de Geraldo, que ostenta hoje o seu «facies» predominantemente henriquino marcado pela fachada da Igreja de Santo Antão e pelo chafariz, é bem o paradigma dos custos dos investimentos pessoais, quando se trata de marcar radicalmente o espaço com a própria identidade, podemos falar com toda a propriedade de uma Évora Henriquina, para identificar a verdadeira revolução urbana e arquitectónica com que o Infante quis marcar a cidade.

Construção de planta circular simples e centralizada, com volumes articulados e massas disposta verticalmente, constituída por embasamento, fuste, taça, arca e remate pinacular. Com uma única fachada com cinco registos. Um embasamento discreto e cilíndrico suporta um fuste torneado, do qual nascem, a cerca de 1 e 2 metros de altura, respectivamente, a taça e a arca em forma de píxide de calotes muito abatidas profundamente molduradas por aneletes e quartos de cana, carregada sobre fuste piriforme. A água verte sobre uma taça em forma de calote esférica, que ergue o fuste acima do nível dos seus bordos, ligando-se-lhe por singelo anelete. Oito carantões em bronze rematam os orifícios das bicas, que vertem sobre uma taça cilíndrica sem ornatos. A rematar a arca, sobre pequeno fuste octogonal, a coroa real de Dom Sebastião, em bronze. Envolvendo-o anelarmente, a inscrição fundadora: SEBAS/ TIANO LVSIT REGI/ PIO FE / LICIS/ VICTO/ RIA//

Materiais

Mármore branco de Estremoz, alguns blocos na protecção circundante em lioz, carrancas e coroa em bronze

Observações