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Casa Nobre na Travessa do Cordovil, n.º 17

Casa Nobre na Travessa do Cordovil, n.º 17

O ponto de interesse Casa Nobre na Travessa do Cordovil, n.º 17 encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Évora (São Mamede no municipio de Évora e no distrito de Évora.

Arquitectura residencial, seiscentista, barroca, rococó. Casa nobre que segue uma tipologia característica do séc. 17, de casa com loggia, pequena capela privada e com jardim - pátio barroco, de alguma forma influenciada pela orgânica de casas conventuais e pela tradição habitacional mediterrânica e islâmica, marcada pela existência dum jardim e de áreas de lazer requintadas, ocultas por uma frontaria discreta. No interior azulejos seiscentistas e pinturas murais dos salões de concheados, típicas do gosto rococó, características da época de D. José I; pinturas murais da abóbada da nave da capela de sabor muito ingénuo. A sua perfeita integração dentro da imbricada malha urbana de raiz medieval em que se insere, a articulação dos volumes arquitectónicos com o jardim, e a estrutura barroca deste último, própria dos grandes palácios contemporâneos mas adaptada a um espaço mais limitado. Destaque ainda para os azulejos da capela de muito boa qualidade, provavelmente da autoria de um dos irmãos Oliveira Bernardes, e para as pinturas murais rococó.

Casa apalaçada, de planta irregular em L, massa composta por dois volumes articulados, dispostos horizontalmente. Coberturas em telhado de quatro águas. Frontaria virada a N., distribuindo-se por dois pisos, pátio e jardim; no piso térreo localiza-se a cozinha e dependências afins, com acesso ao pátio de serviço e ao jardim, que confina, a sul, com a Tv. da Amêndoa, e que se pode disfrutar através do alpendre longitudinal suportado por arcos de volta perfeita; no primeiro piso situam-se os quartos, salas, uma capela e uma varanda coberta correspondente ao alpendre do piso térreo. A frontaria, discreta, oculta uma moradia requintada, que assume maior riqueza na fachada virada a S. O portal principal, simples, com frontão de alvenaria e portão de ferro trabalhado, comunica com o pátio de serviço, empedrado, e este, por sua vez, com o elegante jardim barroco, de planta quadrangular, centrado em volta duma fonte em mármore, setecentista, e delimitado por cercaduras geométricas de buxo, onde convivem espécies exóticas e autóctones. INTERIOR: espaço diferenciado; no 1º piso dois salões, um de planta rectangular com cobertura em tecto de masseira profusamente decorado com pinturas murais; o outro salão, contíguo, é de planta quadrada, com cobertura em abóbada, decorada por pinturas murais nos cantos dos arranques; este salão comunica com sala contígua que dá acesso a pequena capela, de planta rectangular, organizando-se em nave e capela-mor; apresenta coberturas em abóbadas de aresta, de volta perfeita, decoradas por pinturas murais; paredes revestidas de azulejos azuis e brancos, cronografados de 1748, que representam episódios da vida de São Bernardo.

Materiais

Alvenaria de pedra e tijolo rebocada e caiada, alisares de vãos em cantaria ou em argamassa pintada em cinzento; pavimentos interiores em tijoleira ou madeira (sobrado), mármore na fonte e nas colunas, azulejos e talha dourada e policromada, caixilharias e portadas em madeira.

Observações

Foi residência pertencente a Inês de Brito Cordovil e Bernardo Lobo de Figueiredo Homem; depois sede da Direcção de Obras Públicas e de novo residencial, após aquisição por Custódio Alves Alfacinha.