Pelourinho de construção quinhentista, sem remate, pelo que não pode ser alvo de classificação tipológica, de que subsiste apenas o fuste, de secção sextavada criada por chanfro num pilar quadrangular, tendo num dos topos elemento decorativo relevado. Erguia-se num concelho de jurisdição eclesiástica, da Mitra de Braga, um dos concelhos mais antigos da região Transmontana, comparado com outros que têm forais eclesiásticos, como Bragança e Vinhais (1253) ou Santo Estevão de Chaves (1254).
Estrutura em cantaria de granito, composta por um fuste, de secção quadrangular, com chanfro, formando perfil sextavado, tendo num dos extremos dos chanfros elemento decorativo relevado. Junto a um destes elementos, possui orifício circular.
Materiais
Estrutura em cantaria de granito.
Observações
*1 - O julgado de Chaves abrange a área dos concelhos de Água Revés, Chaves, Monforte do Rio Livre e Ervededo e foi seu primeiro juiz Joaquim José Meireles Guerra e o primeiro procurador régio José António Álvares de Carvalho. *2 - Silva Leal (LEAL 1910: 144) foi o primeiro autor a dar notícia do cruzeiro no adro da Capela de São Sebastião (v. PT011703120120), num artigo em que apresenta a gravura do mesmo, sem contudo estabelecer qualquer relação com o desaparecido pelourinho. Posteriormente, Luís Chaves (CHAVES 1939:72) retomou a referida gravura afirmando tratar-se de uma adaptação do pelourinho a cruzeiro. Coloca mesmo a hipótese do pelourinho sempre ter possuído a cruz, dado ser eclesiástico o senhorio do Couto de Ervededo. Malafaia (MALAFAIA, 1997: 192) no seu Tentâmen identifica o pelourinho de Ervededo com um cruzeiro existente na povoação do Couto, nas imediações da Igreja Matriz, na época sem o remate da cruz. *3 - Não se conhece nenhuma fonte iconográfica do pelourinho.