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Chafariz na Rua São Sebastião da Pedreira

Chafariz na Rua São Sebastião da Pedreira

O ponto de interesse Chafariz na Rua São Sebastião da Pedreira encontra-se localizado na freguesia de Avenidas Novas no municipio de Lisboa e no distrito de Lisboa.

Arquitectura infraestrutural, tardo-barroca. Chafariz urbano, implantado numa pequena praça, ligado à distribuição de água a Lisboa, pelas Águas Livres, do tipo caixa de água, de planta rectangular, disposto em dois níveis, ligados por escadas laterais, cada um deles com espaldar individualizado, o inferior mais simples, com panos almofadados dividido por pilastras toscanas onde surgia uma bica que vertia para tanque rectangular, de perfil galbado e bordo saliente. O nível superior tem amplo espaldar, com o chafariz, propriamente dito, ao centro, emoldurado, com a base mais larga, num esquema semelhante aos chafarizes da Buraca (v. PT031106080347) e do Arco do Carvalhão (v. PT031106101287), desenhados ou inspirados em Reinaldo Manuel dos Santos, e rematado por cornija contracurva, com bola no topo, e tendo as armas reais. Tem duas bicas em bolacha, que verte para tanque rectangular, de perfil galbado e com réguas para apoio ao vasilhame. Está ladeado por respiradouros circulares e por duas portas de acesso à caixa de água.

Chafariz de planta rectangular simples, em cantaria de calcário lioz, desenvolvendo-se em dois níveis, com escadas laterais de acesso. O nível inferior é composto por um espaldar rectilíneo, composto por embasamento saliente e rematado por platibanda plena almofadada, tripartida por acrotérios, na forma de pilastras toscanas capeadas. Ao centro, surge um orifício correspondente à primitiva bica, que jorra para tanque rectangular, de perfil galbado e bordo saliente, reforçado por gatos de ferro e com o interior côncavo, possuindo escoadouro na base do tanque. À zona superior acede-se por escadas, as do lado esquerdo perpendiculares ao tanque *2 e as do lado direito paralelas, com guarda plena almofadada, com colunas de arranque na forma de pilares capeados. O piso superior, pavimentado a lajeado de calcário é marcado por amplo espaldar rectilíneo, rematado por cornija e platibanda plena, dividida em cinco almofadas, por seu turno, rematada em friso e cornija. O espaldar tem, ao centro, o chafariz propriamente dito, composto por pano saliente e de lados curvos na zona inferior, emoldurado e rematado por cornija contracurva, tendo, no topo, uma bola sobre pequeno pedestal de perfil côncavo. Na zona superior, entrega as armas reais e uma coroa fechada e, na base, duas bicas circulares, que vertem para tanque rectangular, de perfil galbado e bordo chapeado a ferro, com quatro réguas do mesmo material, para apoio do vasilhame. A estrutura é flanqueada por dois óculos circulares, protegidos por grades de ferro pintadas de verde, e por duas portas de verga recta, protegidas por uma folha metálica, de acesso à caixa de água, onde surge um tanque rectangular. Os vãos possuem molduras salientes.

Materiais

Estrutura em calcário lioz; chapas, grades e réguas de ferro; portas de chapa metálica; cano da bica em bronze.

Observações

*1 - Por decreto do Ministério da Cultura (dec. nº 5/2002 de 19 de Fevereiro) foi alterado o Decreto de 16 de Junho de 1910, publicado em 23 de Junho de 1910 que designava o imóvel como "Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água", passando a ter a seguinte redacção: "Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados, nas freguesias de Caneças, Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém, Queluz, no concelho de Sintra, São Brás, Mina, Brandoa, Falagueira, Reboleira, Venda Nova, Damaia, Buraca, Carnaxide, Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, São Sebastião da Pedreira, Santo Condestável, Prazeres, Santa Isabel, Lapa, Santos-o-Velho, São Mamede, Mercês, Santa Catarina, Encarnação e Pena, municípios de Odivelas, Sintra, Amadora, Oeiras e Lisboa, distrito de Lisboa". *2 - o Decreto de 19 de Fevereiro de 2002, vem alterar a redacção do decreto de 16 de Junho de 1910, publicado em 23 de Junho de 1910 que classificava o "Aqueduto das Águas Livres, compreendendo a Mãe de Água", passando a ter a seguinte DOF: " Aqueduto das Águas Livres, seus aferentes e correlacionados, nas freguesias de Caneças, Almargem do Bispo, Casal de Cambra, Belas, Agualva-Cacém, Queluz, no concelho de Sintra, São Brás, Mina, Brandoa, Falagueira, Reboleira, Venda Nova, Damaia, Buraca, Carnaxide, Benfica, São Domingos de Benfica, Campolide, São Sebastião da Pedreira, Santo Condestável, Prazeres, Santa Isabel, Lapa, Santos-o-Velho, São Mamede, Mercês, Santa Catarina, Encarnação e Pena, municípios de Odivelas, Sintra, Amadora, Oeiras e Lisboa, distrito de Lisboa.", compreendendo, assim, todos os troços, chafarizes e mães de água, relacionados com as obras do Aqueduto das Águas Livres (PT031106100001). *3 - o projecto incluía duas escadas frontais, tendo sido apenas construída a do lado direito e paralela ao espaldar; no séc. 20, foi construída uma frontal, no lado oposto.