Arquitectura civil pública, do ferro. Ponte ferroviária metálica de arco de rótula, de um só tabuleiro apoiado em cinco pilares de estrutura reticulada e formato tronco-piramidal, caracterizando-se pelo delicado purismo e com grande inserção e entendimento dos valores paisagísticos. Possui semelhança com o viaduto de Garabit, embora neste o tabuleiro encime o arco em toda a sua extensão, e com a Ponte de St. Louis sobre o Missssipi. Foi a primeira ponte onde se substituíram os apoios intermédios por um arco de tamanha abertura.
Constituída por um arco parabólico de grande abertura onde apoia um tabuleiro de 354.375m. Apoia-se em três pilares do lado de Gaia e dois pilares do lado do Porto. Outros dois pilares mais curtos apoiam no próprio arco. Os 5 pilares de apoio de estrutura reticulada e formato tronco-piramidal assentam em alvenaria de granito, tendo o primeiro 14.980m de altura, o segundo e o quinto de 35.980m e o terceiro e o quarto que estão na nascença do arco com 42.980m. Apresenta assim seis vãos, três dos quais de 37.390m do lado de Gaia e dois de 37.400m do lado do Porto, sendo o vão de 167.000m, considerado o de eixo a eixo dos pilares principais.
Materiais
Ferro pintado em todos os elementos de suporte e guardas, alvenaria de granito nos suportes dos pilares.
Observações
Alexandre Gustave Eiffel (1832 - 1923) nasceu em Dijon e frequentou a Ecole Central des Arts et Manufactures de Paris de 1852 a 1855, onde se formou em engenharia química. O peso da Ponte D. Maria, incluindo arco, tabuleiro e pilares é de 1500 toneladas, tendo sido executada por 150 operários. Está previsto, já para 1998, a reabilitação e iluminação da ponte. Será atravessada por um comboio puxado por uma máquina antiga para realizar um percurso turístico entre o Museu dos Transportes e a zona das Caves do Vinho do Porto, num percurso de 1,8km, utilizando o túnel sob o Centro Histórico do Porto desactivado há muitos anos. *1 - Quando da aprovação do projecto para a construção da ponte, João Crisóstomo de Abreu e Sousa, membro da Junta Consultiva das Obras Públicas, considerou que o tabuleiro deveria possuir duas vias.