Edifício residencial multifamiliar, construído na primeira metade do séc. 20, com fachadas evoluindo em seis pisos e interior organizado com escada central de distribuição para os dois fogos por piso, todos de idêntica disposição e distribuição, à exceção na cave e rés-do-chão. O edifício destaca-se dos edifícios vizinhos, pelo recuo, rompendo com o alinhamento das fachadas, o que lhe permitiu criar um pequeno espaço ajardinado e ganhar mais luz. Possui amplo portal, decorado por pequenos vãos circulares envidraçados. Revela um tratamento mais cuidado nas áreas comuns, pela amplitude e abundante iluminação natural, permitindo que a escada helicoidal, em betão, e apoiada só nos patamares - uma imagem de marca dos autores - como que paire no ar, acrescido e rigor do desenho e qualidade dos acabamentos. A organização dos fogos rompe com a tradição, visto remeter as zonas de serviço e as zonas sociais para a fachada principal (virada a norte e à rua) e dispor as zonas privadas viradas ao interior do lote, mais expostas ao sol e à tranquilidade, onde existem amplos terraços (solários) virados para o logradouro, onde o volume das garagens é encimado por jardim infantil, permitindo observar as crianças a brincar em segurança. Como era usual nas casas burguesas, cada fogo tem uma entrada principal e, ao lado, uma entrada de serviço. A organização especial interna é bastante versátel, tendo, por exemplo, a sala em L, permitindo aos moradores optar por utilizações distintas.
Observações
EM ESTUDO. *1 - O projeto original constava de um terraço por andar, mas a ideia acaba por ser abandonada pelo proprietário, contrariando a vontade dos arquitetos.