Casa abastada eclética, de planta em L com mistura da época oitocentista (a mais antiga) com uma de características românticas. O romantismo transporta-se também para o espaço exterior, nos elementos de granito em forma tosca de ameias, no tanque circular construído com elementos de outras construções, etc. O portal principal é também romântico pela transposição de um desenho barroco num elemento construído no século actual.
Casa de planta em L, de dois pisos. Volumes articulados, com coberturas em telhado de quatro águas. Fachada principal orientada a E., apresenta uma varanda corrida coberta, apoiada em colunas. Ao centro desta varanda uma escadaria de lanço único com guardas em granito rematadas por volutas. A fachada perpendicular à principal, definidora de um pátio de entrada apresenta de uma forma ritmada cinco janelas rectangulares de moldura simples ao nível do piso superior. Na parte térrea apenas três pequenas aberturas alinhadas com as de cima mas de uma forma intercalada. O alçado das traseiras, exposto a O., sem qualquer saliência, é marcado no piso superior por janelas rectangulares e no piso térreo apenas por duas portas de acesso a arrumos. A ladear cada abertura pequenas mísulas em granito. A fachada voltada a S. na zona mais acrescentada da casa apresenta uma varanda corrida fechada e as aberturas são despojadas de molduras. O espaço interior, apesar de alguns acrescentos ao longo do tempo, é caracterizado ainda por soalhos nos pavimentos e tectos em madeira. O do salão principal, junto à varanda corrida aberta, é em masseira com exaustivo trabalho de entalhe. No centro um brasão. Ainda é possível encontrar dois pequenos espaços junto à sala de estar que constituíriam alcovas.
Materiais
Paredes exteriores de alvenaria de granito aparente pelo lado exterior e rebocadas pelo interior; cobertura em estrutura de madeira revestida a telha de barro; pavimentos em soalho de madeira; tectos interiores em madeira; caixilharias de madeira; grade da varanda em ferro forjado.
Observações
A madeira de tulipeiro com que construíram o tecto da sala de jantar foi para aproveitamento de uma árvore do jardim. O bisavô das actuais proprietárias era o Tenente de Cortes. O pai era Luís António Corte Real. Esta família tem parentescos com os proprietários da Casa da Maínha, em Braga. A produção desta propriedade é fundamentalmente de milho, vinho e feijão.