Arquitectura recreativa. Jardim que embora formal, já que apresenta caminhos simétricos em relação a um grande eixo - o caminho transversal, que liga a porta principal do edifício do museu, ao portão de entrada na propriedade. Possui também grandes relvados, em que a vegetação é distribuída de forma relativamente livre, que confere um carácter relativamente informal ao conjunto.
Numa propriedade de planta semi-circular, o museu situa-se sobre o eixo de maior comprimento, sendo rodeado por jardim. Enquanto que, para O do edifício do museu, a proximidade do limite da propriedade contígua, o Museu Paula Rego (PT031105030291), é de cerca de 5 m. Esta distância para E, direcção para a qual está voltada a entrada principal do edifício é de cerca de 45 m, sendo que a sua distância desta entrada ao muro limítrofe do museu, para N ou para S é de cerca de 60 m. O portão principal e único, situado no extremo E. da propriedade, é ligado á entrada do museu por um CAMINHO PRINCIPAL, situado sobre o maior eixo transversal do terreno, pavimentado a calçada portuguesa miúda, com cerca de 10 m de largura, que atravessa um GRANDE RELVADO com planta em meia-lua. A este caminho, eventualmente, poderá aceder trânsito automóvel. Os restantes caminhos, são ou em redor do edifício, ou acompanhando o muro limítrofe da propriedade, - um CAMINHO ENVOLVENTE do espaço - sendo este último muito mais estreito que o caminho principal, medindo apenas cerca de 2,5 m de largura. Este caminho, que contorna exteriormente o relvado, apresenta um pavimento em pedra batida a N do portão de entrada e um pavimento em calçada portuguesa miúda a S deste mesmo portão. Junto ao mesmo, este caminho alarga cerca de 10 m, de ambos os lados. Nestes locais mais amplos, situa-se, do lado N. da entrada uma barraca de praia, em madeira, assente em quatro rodas metálicas e uma ancora de um navio pintada a negro, do lado oposto, localiza-se uma casinha de porteiro, tipo chalet, em alvenaria, com planta em T. O relvado é arborizado sobretudo na sua periferia ou junto ao caminho principal. A zona N do jardim apresenta, junto e sobre o muro limítrofe, uma sebe de Bougainvilea (Bougainville. sp). Na orla do relvado, frente à sebe mas do lado de dentro do caminho periférico encontram-se, equidistantes cinco magnólias (Magnolia grandiflora), separadas por uma distância média de 10 m. A O. desta correnteza e ainda na orla, temos três exemplares notáveis: uma Palmeira (Washingtonia filifera), uma cica (Cyca revoluta) e um eucalipto (Eucalyptus globulus). Existe ainda, na mesma direcção, um freixo (Fraxinus angustifolia). Junto ao caminho principal situam-se dois exemplares notáveis de figueiras de folha pequena (Ficus rubiginosa). Na zona mais interior do relvado encontramos um exemplar notável de um cipreste do Bussaco (Cupressus lusitanica Mill.), uma fiteira (Cordyline australis), três yucas (Yucca sp.) e uma sequoia da califórnia (Sequoia semprevirens). Do lado S. do jardim, no relvado, as árvores apresentam-se também sobretudo numa posição periférica, com a particularidade de se encontrarem plantadas herbáceas com flor, nas caldeiras das árvores, tais como begónias (Begonia sp.) e amores-perfeitos (Viola tricolor). Junto ao caminho principal encontra-se um exemplar notável de um cipreste do Bussaco (Cupressus lusitanica Mill.). Encontramos ainda uma sequoia da califórnia (Sequoia semprevirens), um plátano (Platanus orientalis), uma araucária australiana (Araucaria bidwilli), uma catalpa (Catalpa pignoides) e um cedro-do-japão (Cryptomeria japonica). Ainda na periferia do relvado, simétricamente, frente os extremos de corpo recuado da fachada E. do museu, encontram-se ainda dois exemplares de palmeira-das canárias (Phoenix canariensis). De cada lado do caminho principal, em caldeiras quadrangulares, recortadas no pavimento, encontramos plantadas uma sequência de três tuias (Thuja orientalis). Junto à fachada posterior do edifício existe uma mancha arbórea com exemplares de eucaliptos (Eucalyptus globulus) e de cipreste do Bussaco (Cupressus lusitanica Mill.), entre outras. Frente á fachada O. da casinha da entrada, recortado no relvado, existe um canteiro com roseiras (Rosa sp.). Junto à entrada principal do edifício do museu, sobre plinto constituído por amontoado de blocos de pedra calcária não aparelhados, situa-se elemento escultórico representando uma águia de asas abertas, como que a posar no referido plinto. Adossado ao mesmo, existe uma pedra com inscrição.
Materiais
INERTES: bancos pavimento e elemento escultórico em calcário; muro limítrofe em alvenaria de pedra, casinha do porteiro em alvenaria, tabletas identificativas, candeeiros e gradeamento sobre o muro limítrofe em metal, bancos em ripas de madeira. VEGETAL: árvores - araucária australiana (Araucaria bidwilli), catalpa (Catalpa pignoides), cedro-do-japão (Cryptomeria japonica), cica (Cyca revoluta), cipreste do Bussaco (Cupressus lusitanica Mill.), eucalipto (Eucalyptus globulus), freixo (Fraxinus angustifolia), figueira de folha pequena (Ficus rubiginosa, fiteira (Cordyline australis), magnólia (Magnolia grandiflora), palmeira (Washingtonia filifera), palmeira-das canárias (Phoenix canariensis), plátano (Platanus orientalis), yuca (Yucca sp.), sequoia da califórnia (Sequoia semprevirens), tuias (Thuja orientalis); arbustos - roseiras (Rosa sp.); herbáceas - begónias (Begonia sp.) e amores-perfeitos (Viola tricolor). Trepadeira - Bougainvilea (Bougainville. sp).
Observações