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Estação Ferroviária do Vidago

Estação Ferroviária do Vidago

O ponto de interesse Estação Ferroviária do Vidago encontra-se localizado na freguesia de Vidago (União das freguesias de Vidago no municipio de Chaves e no distrito de Vila Real.

Estação ferroviária da Linha do Corgo, construída no início do séc. 20, tendo alcançado certa importância por servir uma estância de águas mineromedicinais considerada como uma das melhores do mundo e com importante hotel, profundamente remodelada e ampliada no início do séc. 21, precisamente para balneário termal. O edifício de passageiros tem planta retangular composta por três corpos, o central evoluindo em dois pisos, separados por friso, e terminado em empena aguda resultante de uma mansarda central, rasgada por óculo, e os laterais num piso, com cunhais em silharia fendida e remate em cornija. As fachadas possuem estrutura semelhante duas a duas, com vãos em arco abatido ou, no piso térreo do corpo central, em arco de volta perfeita, correspondendo a portais e a janelas de peitoril no segundo piso, tendo a fachada posterior, virada à linha, marquise assente em colunelos, decorados na base e capitéis com motivos vegetalistas. No interior, o espaço dividia-se em zona destinada à habitação do pessoal de estação e à área do público, estando atualmente adaptado aos novos serviços. Ao contrário do que acontece na maioria das estações da Linha do Corgo, as antigas instalações sanitárias públicas não possuíam igual número de portais, no setor dos homens, que tinha apenas um, e no das mulheres, que tinha dois, e esses também não tinham a mesma orientação da fachada principal e posterior do edifício de passageiros, mas surgiam transversais à linha. O cais coberto foi também recentemente muito alterado. Os edifícios modernos apresentam fachadas de um piso, de linhas minimalistas, um deles interligando-se com estrutura em ferro e vidro.

Conjunto composto pelo edifício de passageiros (EP), flanqueado por dois edifícios de construção recente, interligados, antigo cais coberto (CC), depósito aéreo de água, e por casas de função. O EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS tem planta retangular, composta por três corpos, dispostos paralelamente à linha, o central sensivelmente mais avançado, na frontaria, e de dois pisos e os laterais de apenas um. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas no corpo central, sobrepostas por chaminé, e de dois nos laterais, rematadas em beirada simples. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por soco de cantaria, com cunhais em silharia fendida, e remates em friso de cantaria ou massa. As fachadas são rasgadas regularmente por vãos de verga abatida, com molduras superiormente recortadas e com chave saliente, as janelas com peitoril sobre falsos brincos retos, à exceção do piso térreo do corpo central, onde são em arco de volta perfeita, com fecho saliente, todos tendo caixilharia de duas folhas e bandeira. A fachada principal, virada a nascente, e a posterior têm o corpo central terminado em empena aguda, rasgada por óculo circular, moldurado, com os pisos separados por friso, o primeiro rasgado por três portais, e, no segundo, por igual número de janelas de peitoril. Nos corpos laterais rasgam-se dois portais. As fachadas laterais, simétricas, terminam em empena, abrindo-se, no piso térreo, dois portais e, superiormente, óculo circular, com moldura formado quatro saliências, e possuindo ao centro do segundo piso do corpo central toponímia relevada e pintada de preto. A fachada posterior, virada à linha férrea, possui estrutura semelhante à principal, mas é percorrida, em toda a sua extensão, por marquise, com cobertura de betão formando ângulo, assente em oito colunelos de ferro, de capitéis fitomórficos, e ângulos decoradas com elementos vegetalistas; junto às portas centrais toponímia relevada, pintado de preto. À fachada lateral esquerda adossa-se edifício moderno, avançado na fachada posterior e interiormente interligado com o antigo edifício de passageiros. O CAIS COBERTO tem planta retangular, atualmente já sem alpendre, existindo entre este e o edifício de passageiros, corpo moderno. Apresenta fachadas rebocadas e pintadas, com as viradas a norte e a sul terminadas em empena, rasgadas por portais de veja reta *1.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; soco, cunhais, frisos e molduras dos vãos em cantaria de granito; caixilharia, portas e portadas de madeira; vidros simples; colunelos em ferro; placa de betão; cobertura de telha.

Observações

*1 - O CAIS COBERTO tinha planta retangular composta por corpo e alpendre dispostos em eixo, com cobertura escalonada, em telhado de duas águas. As fachadas eram rebocadas e pintadas de branco, as viradas a norte e a sul terminam em empena e as outras em longa aba corrida de madeira, sobre travejamento do mesmo material. As fachadas nascente e poente eram rasgadas por duas portas de verga reta, com portas de madeira de correr, intercaladas por janelas jacentes, de verga abatida, molduradas. A fachada sul era rasgada por largo portal de arco abatido, também moldurado, protegido por alpendre, também rematado em aba corrida de madeira e assente em colunelos de ferro. Na fachada norte, abriam-se portal entre janelas de peitoril, de verga abatida, com bandeira, sublinhada por moldura. O pequeno corpo das antigas INSTALAÇÕES SANITÁRIAS tinha planta retangular e cobertura homogénea em telhado de duas águas, rematada em beirada simples. Possuía as fachadas rebocadas e pintadas de branco, com soco de cantaria, cunhais em silharia fendida e remates em friso de cantaria. As fachadas principal e a posterior terminavam em empena e eram rasgadas por um (a norte) ou dois (a sul) portais, de arco abatido, com molduras de cantaria, encimados pelas inscrições relevadas: "HOMENS" e "SENHORAS", respetivamente. Nas fachadas laterais abriam-se, superiormente, dois vãos retangulares, de arejamento, moldurados, tendo inferiormente inscrição relevada "RETRETES". *2 - O Balneário Pedagógico de Vidago possui serviços de reabilitação e fisiatria, banhos, duches, vapores, aplicações de contraste, duche massagem, técnicas respiratórias e outros, contemplando ainda uma vertente pedagógica de investigação e de desenvolvimento de práticas termais.