Arquitectura residencial, tardo-barroca. Solar de planta rectangular com fachada principal rebocada e pintada, com cunhais apilastrados, terminada em friso e cornija, alteada ao centro em perfil curvo, tendo dois pisos, o primeiro rasgado por três portais de verga recta e o segundo, por janelas de verga abatida, com molduras terminadas em cornija, sendo as laterais de peitoril com brincos rectos e a central de sacada, com guarda em ferro e encimada por brasão. No interior, a casa apresenta a organização normal dos solares do Douro, com lagar e adega no piso térreo.
Planta rectangular de coberturas de quatro águas, tendo adossado à fachada lateral direita corpo perpendicular, de planta rectangular, com ampla chaminé. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, terminadas em friso e cornija, sobreposta por beirada simples. Fachada principal de dois pisos, com pilastras toscanas nos cunhais, terminada em friso e cornija alteada ao centro formando falso forntão curvo; é rasgada no primeiro piso por três portas de verga recta e moldura simples, dispostas regularmente, e no segundo por sete janelas, as laterais de peitoril, de verga abatida, com molduras terminadas em cornija e formando brincos rectos, e com caixilharia de guilhotina, e a central de sacada, com o mesmo perfil, mas chave relevada, com guarda em ferro e interligada à porta central por friso recto; esta janela é encimada por brasão de família. Fachadas laterais terminadas em empena com beirada simples, possuindo marcada friso e cornija no alinhamento do remate da fachada principal; na lateral esquerda, a que se adossa varanda, rasgam-se janelas de peitoril molduradas, a da empena mais simples, e na oposta porta de verga abatida com moldura terminada em cornija, e janela de peitoril na empena. INTERIOR: no piso térreo possui o lagar e a adega. No segundo piso possui oratório.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada; pilastras, molduras dos vãos, brasão, frisos e cornijas em cantaria de granito; portas e caixilharia de madeira; janelas com vidros simples; grades e guardas em ferro; cobertura de telha.
Observações
*1 - Esta família procede de um segundo filho de Álvaro Eanes de Cernache, alferes de bandeira da Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota, tendo sido feito Anadel-mor de besteiros, chamado igualmente Álvaro Eanes ou Anes, e o rei deu-lhe o senhorio de Vila Nova de Gaia, de juro e herdade, e dos casais de Andorinha do Bispado de Coimbra. Este filho veio para Provesende, onde casou e formou um ramo separado, que no filho deste último, com o mesmo nome, se subdividiu, formando o ramo da Casa do Santo e o do lado materno, do Desembargador Banto Borges. Durante 3 gerações o apelido de Anes ou Eanes conservou-se na casa, e o de Álvares durante mais outros três, até que, pelo casamento do primeiro morgado, a família adoptou o apelido de Pinheiro de Azevedo. *2 - Joaquim Pinheiro de Azevedo Leite Pereira dedicou-se inteiramente à administração da casa e a estudos de ampelografia, enologia e aos problemas vinícolas do Douro. Aquando da praga da filoxera, iniciou o combate à doença, que terminou pela adopção das cepas americanas, tornando-se assim Provesende no centro de combate à praga, tendo aberto gratuitamente na sua casa do Santo uma escola de patologia vegetal, de citicultura e de podadores, que dalí irradiavam para toda a região.