Chafariz de espaldar seiscentista, com elmentos decorativos da transição do barroco para o rococó - volutas, conchas e concheados, plumas, cartelas assimétricas, urnas e fogaréus, revelando uma reforma do mesmo.
Espaldar vertical e rectilíneo, enquadrado por pilastras toscanas rematadas por urnas com fitas, definindo três panos, os laterais lisos, o central, flanqueado por aletas enquadrando duplas pilastras toscanas intercaladas por carrancas de faunos sobrepujadas por pirâmides, de cuja boca jorra a água para dois tanques quadrados; no eixo central um nicho vazio decorado com conchas, plumas e enrolamentos; um entablamento em ressalto remata este corpo, servindo de base a um frontão com aletas e urnas flamejantes, coroado pelo escudo bipartido de Santarém: um castelo ladeando o escudo nacional. Em frente ao corpo central do espaldar um patamar com quatro degraus nas faces laterais e gradeamento na parte fronteira; um tanque de mergulho abaixo do gradeamento, de acesso vedado por pilares monolíticos.
Materiais
Alvenaria de pedra rebocada e caiada, cantaria, ferro.
Observações
O chafariz fazia parte de um conjunto arquitectónico na entrada de Palhais, que incluía a igreja de Santa Maria de Palhais, uma albergaria e um hospital, de que resta ainda um edifício em ruínas, do seu lado esquerdo e a porta de Palhais com o seu torreão de 16m. A porta era uma das entradas na vila para quem circulava na estrada coimbrã ou real.