Arquitectura religiosa, revivalista. Pequeno santuário de peregrinação no topo de uma elevação, antecedido por vasto terreiro destinado à reunião de peregrinos. Capela-mor de planta poliginal ladeada por capelas colaterais abertas em arco a pleno centro.
Planta longitudinal em cruz latina. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 águas sobre a nave e capela-mor, de várias águas sobre os braços do transepto. Fachada principal virada a S. de pano único enquadrado por cunhais apilastrados rematados por pináculos, empena angular com cruz no vértice; portal axial em arco quebrado, a que se sobrepõe lápide e óculo; na lápide a seguinte inscrição: "À Imaculada Conceição, em desagravo 1910". À esquerda do portal um painel em azulejo azul e branco, neo-barroco, com a representação da Virgem, assinado "MPC Junior 1921". Fachada posterior rasgada por 3 janelas com verga em arco quebrado. Nas fachadas laterais os corpos salientes e simétricos dos braços do transepto, rasgados por porta em arco quebrado e por óculo; na empena da fachada lateral E., próximo do encontro com a fachada principal, uma pequena sineira. INTERIOR - nave com tecto de 3 planos em madeira, arco triunfal quebrado; capela-mor com tecto em madeira de vários panos, aberta para as capelas laterais por arcos semicirculares; estas têm tectos de madeira, de um plano.
Materiais
Estrutura em alvenaria de pedra, rebocada e caiada. Cantaria em molduras. Telha cerâmica. Pavimento em madeira e cantaria.
Observações
O templo foi dedicado a Nossa Senhora de Lurdes, cuja devoção se iniciou com as aparições de Lurdes, em 1858, e à Imaculada Conceição da Virgem; foi local de muitas peregrinações, que começaram a diminuir após as aparições de Fátima. As duas últimas grandes peregrinações ocorreram a 28 de Maio de 1961 e a 28 de Maio de 1964.