Prédio urbano oitocentista, de planta quadrada irregular, de 3 pisos, com o térreo em cantaria regional aparente, varanda corrida no piso nobre, e remate por beiral triplo de telha de canudo.
Planta quadrada irregular com pátio interior e construções anexas para N. Massa de volume vertical coberta a telhados de 4 águas com telha de canudo. A fachada principal apresenta 3 pisos, com piso térreo em cantaria aparente, rasgado por 3 portas emolduradas a cantaria, a de E., de acesso aos andares, com moldura de filete exterior relevado com marcação das bases, das impostas e do lintel; boas portadas de madeira almofadada pintada a vermelho escuro, postigos com grelha de ferro fundido em favo e pintados a prateado e puxadores e caixas de correio em metal dourado; porta central transformada em montra com letring dourado "Princesa das Louças", com parapeito baixo a formar 3 janelas envidraçadas com molduras de cantaria; e porta O. de acesso à loja com portadas de madeira aparente envidraçadas. Piso intermédio com varanda de sacada corrida em betão pintada a branco, com grade simples de ferro pintada a verde escuro e 3 janelas de moldura em cantaria aparente com portadas envidraçadas com tapa-sóis de alumínio anodizado lacadas a verde escuro; sobre a janela central cartela de mármore branco circunscrita por coroa de louros e laçarias, com a data de 1913, evocativa do nascimento do Dr. Luís da Câmara Pestana. Andar superior com 3 janelas de guilhotina com idênticas molduras e tapa-sóis. Remate por beiral triplo de telha de canudo.
Materiais
Cantaria rígida regional aparente, alvenaria de cantaria regional rebocada, madeira, ferro, vidro, alumínio anodizado, betão e telha de meio canudo.
Observações
A comissão promotora da lápide inaugurada em 1913 era composta pelos Drs. Nuno Vasconcelos Porto, Carlos Leite Monteiro, Alfredo Rodrigues e João Lomelino.