Arquitectura infraestrutural, setecentista e rococó. Fonte de espaldar rectangular liso, ritmado por pilastras, com remate em cornija possuindo pedra de armas. É decorado com painéis azulejares policromos figurativos e com representações de paisagens. Possui tanque trapezoidal, ladeado por bancos corridos. Apresenta inscrição alusiva à história da fonte nomeadamente à remodelação do séc. 18. A configuração da bica, em forma de pipa, está associada à sua designação.
Fonte de espaldar rectangular enquadrado por pilastras e dividido em três panos, definidos também por pilastras, ligeiramente destacadas. Remate em cornija encimada por pináculos no enfiamento das pilastras e por urna estilizada ao centro. No pano central, mais amplo que os laterais, cartela com inscrição epigrafada, de estrutura triangular, inferiormente volutada e com motivos concheados, onde se insere bica em forma de pipa, e superiormente com pedra de armas real. A ladear a cartela dois painéis de azulejos policromos com representação de paisagens. Nos panos laterais, dois painéis de azulejos figurativos policromos, compostos pelas representações de Diana no lado esquerdo e da Justiça no lado direito, sobre bases com inscrições pintadas. Sob o pano central, tanque de cantaria de forma trapezoidal, ladeado por dois bancos que correm quase todo o espaldar.
Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, mármore, azulejos.
Observações
*1 - provavelmente, terá sido o Marquês de Pombal, que possuía propriedades nas imediações, que mandou desviar a água da fonte, que se destinava à serventia da generalidade da população.