Casa nobre de planta rectangular, simétrica, com dois pisos e três pisos, sendo o último em mansarda. Fachadas ritmadas por pilastras e estátuas, integrando ático, portas de verga recta e janelas de brinco e em arco abatido. Edifício de dupla fachada, com a fachada posterior virada ao jardim ainda mais imponente do que a principal, tendo ambas um pano central armoriado. A fachada principal denota já uma linguagem neoclássica, introduzida com a reforma do palácio, apresentando ainda o pano central elementos tardo-rococós. Jardim formal organizado em terraços, delimitados por balaustradas de pedra rematadas por coruchéus, pináculos e estátuas, escadarias, chafarizes e tanques. Palácio sumptuoso com a parte setecentista ornada com estátuas dos reis de Portugal e com fachada principal com pano central cujo coroamento lembra o do Palácio de Seteais (v. PT031111100020). Piso superior, talhado "en mansarde" segundo a moda francesa do séc. 18 e ático, parcialmente entaipado. Jardim com sucessão de terraços ajardinados que constituem, ainda hoje, um dos mais monumentais conjuntos de jardins do N. do país. Os terraços e as escadas são delimitados por balaustradas de cantaria de granito primorosamente trabalhadas e decoradas com taças e folhudos pináculos em estilo "rocaille", com marcada influência dos jardins executados por Nasoni na Quinta do Freixo (v. PT011312030184), no Porto. O terraço superior ostenta ao centro um primoroso chafariz, que também parece inspirado nos do adro do Santuário do Senhor de Matosinhos (v. PT011308060015).
Planta rectangular, simétrica, massa simples de dominante horizontal, com cobertura em telhado de quatro águas. Edifício de dois e três registos, com fachadas rebocadas e pintadas de branco, com pilastras toscanas nos cunhais, percorridas por embasamento avançado e rematadas por cornija saliente, sobre a qual se implanta a mansarda, correspondente ao último registo, revestida a telha de meia cana, onde se rasgam janelas de guilhotina, em arco abarido, encimadas por frontão triangular com o tímpano revestido a azulejos de padrão azul, amarelo e branco. Fachada principal voltada a S., de dois registos, rasgada, no primeiro, por janelas de brinco, de verga recta, com panos três panos murários em ressalto, sendo o central, em cantaria de granito, prismático, de três faces, organizado por pilastras nos extremos sobrepujadas por estátuas, com panóplias militares, com o brasão do 1º conde de ARROCHELA ao centro. Possui, no primeiro piso, três vãos de arco abatido e, no segundo, três janelas de sacada à face, também de arco abatido, e com moldura estriada. Fachadas laterais de três registos, ritmadas por pilastras toscanas colossais rasgadas por janelas em arco abatido, no primeiro registo e ático, no segundo, composto por óculos, com peitoril e verga em arco abatido, moldurados e decorados por motivo enrolado , estando os da fachada O. entaipados. A fachada E. é ritmada por peanhas, que sustentam estátuas dos reis de Portugal, que se prolongam pela fachada N., a mais imponente, voltada ao jardim, revelando esquema compositivo semelhante, estando apenas os vãos do ático entaipados, tendo nos extremos porta de verga recta, sobrepujada por frontão de volutas interrompido por motivo concheado, precedida por pequena escadaria e um só lanço recto. Ao centro, pano definido por pilastras rematado por frontão contracurvado, de volutas, em cujos recortes repousam bustos e putis, encimado por urna e estátua, com portal de verga recta, sobrepujado por cornija recta, encimado por brasão. INTERIOR com átrio lajeado, com porta frontal e quatro laterais de acesso a corredores e escadas que comunicam com os vários compartimentos dos diferentes pisos, onde se dispõem as salas de trabalho, gabinetes, arrecadações e casas de banho. JARDIM desenvolvido a N., composto pela sucessão de três grandes terraços, dispostos em eixo, delimitados por balaustradas de pedra rematadas por coruchéus, pináculos, urnas e estátuas, ligados por escadarias de lanços opostos ligando os diferentes níveis, abrem-se casas de fresco, forrados a azulejos policromos azul, amarelo, albergando estátua e fontes adossadas. O primeiro terraço está dividido em canteiros de buxo, pontuados por arbustos, nomeadamente camélias e redondelos, em volta de chafariz com tanque circular, de coluna central com duas taças onduladas e remate em coruchéu. O terraço intermédio, ajardinado, possui um tanque sextavado à volta do qual se dispõem algumas japoneiras.
Materiais
Estrutura do edifício, pavimento do átrio, estátuas que ornam as fachadas, balaustradas dos terraços e escadarias, chafarizes e tanques, em granito; portas, janelas, escadas interiores, pavimentos e tectos, em madeira; revestimento da mansarda, em telha de meia cana; azulejos, nas casas de banho, no revestimento dos vãos das escadarias e dos tímpanos dos frontões que encimam as janelas de mansarda; sacadas das janelas e gradeamento exterior, em ferro; cobertura exterior, de telha de canudo.
Observações
No Palácio de Vila Flor funciona a sede da Assembleia Municipal e respectivos serviços de apoio, uma área de exposição e ainda quatro salas de reunião com 55 lugares cada. O novo edifício organiza o seu espaço pelo grande auditório (800 lugares), pequeno auditório (200 lugares), restaurante/café-concerto e área administrativa.