Arquitectura civil pública, neoclássica. Fonte de espaldar monumental decorado por almofadas e grande nicho central com almofadas em disposição radial, ao qual se adossa tanque rectangular recortado. Composição clássica: eixo de simetria e formas geométricas simples. Motivos decorativos: medalhões geométricos, frisos e molduras.
Fonte de espaldar monumental, em cantaria, orientada a O., subdividida por cornijas com três níveis decorados por diversas almofadas, possuindo ao centro um enorme nicho. O espaldar é coroado por extensa balaustrada. O nicho de arco pleno e aduelas marcadas, apresenta o fundo subdividido em dois níveis separados por cornijas, sendo o superior decorado por almofadas com composição radial a partir de concha central com bica, e no inferior almofadas rectangulares com duas bicas simples salientes de um medalhão circular. Ao nicho, adossa-se tanque rectangular recortado nos ângulos por formas curvas e no centro por um recorte quadrangular. Dada a pendente da R., o tanque apoia-se num dos lados sobre plataforma elevada de dois degraus.
Materiais
Granito no espaldar, bica, tanque e pavimento; ferro nas bicas.
Observações
Esta Fonte veio substituir a Fonte do Souto ou de São Roque que existia na Pç. de São Roque e foi destruída com a abertura da R. de Mouzinho da Silveira. *1 - Esteve para ser cortada uma das mais antigas artérias portuenses, a Rua de Pelames, com a abertura da Rua Mouzinho da Silveira, o que não se veio a verificar porque se construío abaixo dela um amplo arco, que ficou a sustentá-la; *2 - Inicialmente, a bica O. da fonte era abastecida com água que vinha dos mananciais de Paranhos e Salgueiros, e a bica E. recebia água a partir de uma fonte instalada na Rua do Almada.