Arquitectura residencial, pombalina e romântica. Casa nobre de quinta.
De planta rectangular alongada, o edifício apresenta volumetria paralelepipédica, sendo a cobertura efectuada por telhado a 4 águas perfurado por chaminés e trapeiras. O alçado principal, lateralmente delimitado por cunhais de cantaria e superiormente por beirado, desenvolve-se em 2 andares separados por friso e apresenta-se organizado em 5 corpos, separados por pilastras de cantaria sobrepujadas por pináculos piramidais e protegidas nas bases pela presença de mourões. O piso térreo é animado pela abertura de 2 portas (respectivamente no 3º e 5º corpos, da esquerda para a direita) e por janelas de peito rectangulares guarnecidas de grades de ferro fundido. O andar nobre apresenta-se vazado por janelas de peito rectangulares de emolduramento calcário simples, distribuídas a ritmo regular apenas interrompido, no 2º corpo, pelo rasgamento de um janelão fechado por grade de ferro fundido. No 5º corpo regista-se uma articulação entre a porta que se abre a eixo e a janela que a encima, dotada de pequeno avental de cantaria. No jardim, que se desenvolve contiguamente ao alçado posterior da casa, observam-se painéis de azulejos setecentistas monócromos. Dependências de serviço desenvolvem-se em corpo contíguo de um só piso, de volumetria paralelepipédica coberta por telhado a 3 águas.
Materiais
Alvenaria mista, cantaria de calcário, reboco pintado, ferro forjado e fundido
Observações