Casa nobre maneirista, de planta em "U", 2 registos, com acesso ao piso nobre por escada exterior, hoje não visível do exterior, outrora com a zona residencial no 1º piso, a zona de serviços no térreo. Como única decoração avulta a pedra de armas adossada ao paramento murário, a meio da fachada principal; o piso nobre é ainda ritmado pela abertura de janelas de vão rectangular com lintel arquitravado.
Planta composta pelo adossamento de vários rectângulos, constituíndo um "U" de braços pouco pronunciados. Massas articuladas com coberturas diferenciadas em telhado de tesoura. Fachada principal virada a SE., com cunhais nas arestas, 2 registos separados por friso e 3 corpos, o central recuado e antecedido por varanda com gradeamento, o corpo esquerdo mais longo que o direito, com 2 panos delimitados por pilastra; no piso térreo rasgam-se vários vãos de diferentes dimensões, no piso nobre janelas e portas janelas de vão rectangular, rematadas por lintel arquitravado; a meio do corpo central a pedra de armas dos condes de Rio Maior, encimada por coroa e enquadrada lateralmente por ornatos barrocos. Um dos vãos rasgados no piso térreo do corpo central dá acesso a escada estreita de 2 lanços, não visível do exterior, que estabelece a comunicação com a varanda do andar nobre. Fachada lateral direita - 2 registos separados por friso, vãos em arco segmentar no piso térreo, portas janelas de sacada idênticas às da fachada principal, no andar nobre. O interior está hoje totalmente descaracterizado, repartido por habitações, escritórios, lojas e restaurantes.
Materiais
Estrutura em alvenaria de pedra e tijolo rebocada e pintada em amarelo ocre (corpo central e direito) e branco com marcação de molduras das janelas, rodapé e pilastras em amarelo ocre (corpo esquerdo); cobertura em telha cerâmica; cantaria em molduras, degraus, pavimentos; madeira, alumínio e vidro na caixilharia.
Observações
*1 - No oratório do solar existia um painel representado Nossa Senhora da Piedade, avaliado em 1805 por João Francisco da Rocha, pintor do colégio de Santarém, em 8.000 réis e referido como "pintura gótica", mais tarde comprado pelo marquês da Foz por um conto de réis; *2 - Os Saldanhas tiveram outro palácio em Santarém, junto à porta de Mansos, onde se instalaram os padres marianos, durante a construção do convento do Carmo, entre 1646 e 1648.