Lagar de azeite construído provavelmente no século 19, apresenta uma planta poligonal, conseguida pela articulação longitudinal de dois corpos retangulares de um (lagar) e dois pisos (casa do proprietário ou arrendatário), aos quais se justapõe, na fachada principal do corpo mais longo, um pequeno anexo, também de um piso. Paredes rebocadas e pintadas de branco, rasgadas por poucos vãos retilíneos com molduras de cantaria, contêm arcos de ressalva, em tijolo maciço, sobre as vergas. Coberturas telhadas, a duas águas, com estrutura em asnas de madeira e revestimento em telha-vã cerâmica, do tipo Marselha, com beirados em telha de meia-cana. Fachada principal virada a norte, para o interior da propriedade. No interior do imóvel, podemos encontrar o equipamento principal de fabrico de azeite, que se enquadra nos processos de produção tradicionais: um moinho de três galgas cilíndricas, em granito, acionado por meio de tração animal, utilizado na trituração e moenda da azeitona e uma prensa de duas colunas e parafuso central em ferro, associada a sarilho (através do qual se procedia ao aperto), onde a massa da azeitona, depois de devidamente enseirada e encastelada, era prensada e espremida, extraindo-se o azeite. No mesmo espaço existe ainda uma estrutura, construída em tijolo cerâmico, com duas tarefas para decantação do azeite, fornalha e chaminé, estrutura parcialmente reconstruída aquando da última intervenção de reabilitação do imóvel, realizada pelo proprietário, em 2009. Permanece no lagar o vasilhame metálico para onde o azeite era vertido depois de depurado, bem como diversos utensílios de medida, entre outros objetos associados a esta atividade, também eles intervencionados pelo proprietário. Do imóvel fazem parte outros compartimentos, como a abegoaria e dormitório (casa dos bois), e a casa do bagaço (adaptada a casa de habitação).
Planta poligonal, conseguida pela articulação longitudinal, de sentido nascente-poente, de dois corpos retangulares de um e dois pisos, correspondentes ao lagar e edifício de habitação do proprietário ou arrendatário, aos quais se justapõe, na fachada principal do corpo lagar (o mais longo), um pequeno anexo, também de um piso. Paredes rebocadas e pintadas de branco, rasgadas por poucos vãos retilíneos com molduras de cantaria, contêm arcos de ressalva, em tijolo maciço, sobre as vergas. Coberturas telhadas, a duas águas, com estrutura em asnas de madeira e revestimento em telha-vã cerâmica, do tipo Marselha, com beirados em telha de meia-cana. Fachada principal virada a norte, para o interior da propriedade. INTERIOR: lagar de piso único, com casa das tulhas e inferno, mantém o equipamento de produção, moinho de três galgas cilíndricas, em granito, acionado por meio de tração animal, utilizado na trituração e moenda da azeitona e uma prensa de duas colunas e parafuso central em ferro, associada a sarilho (através do qual se procedia ao aperto), onde a massa da azeitona, depois de devidamente enseirada e encastelada, era prensada e espremida, extraindo-se o azeite; existe ainda uma estrutura, construída em tijolo cerâmico, com duas tarefas para decantação do azeite, fornalha e chaminé. Permanece no lagar o vasilhame metálico para onde o azeite era vertido depois de depurado, bem como diversos utensílios de medida, entre outros objetos associados a esta atividade, também eles intervencionados pelo proprietário. Contíguo ao lagar encontra-se o espaço residencial, destinado ao proprietário ou arrendatário do engenho, de dois pisos. Do imóvel fazem parte outros compartimentos, como a abegoaria e dormitório (casa dos bois), e a casa do bagaço (adaptada a casa de habitação).
Materiais
Alvenaria de adobe, argamassa de cal, pedra calcária, telha
Observações
EM ESTUDO