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Núcleo do Moinho de Maré de Corroios do Ecomuseu do Seixal

Núcleo do Moinho de Maré de Corroios do Ecomuseu do Seixal

O ponto de interesse Núcleo do Moinho de Maré de Corroios do Ecomuseu do Seixal encontra-se localizado na freguesia de Corroios no municipio de Seixal e no distrito de Setúbal.

Arquitetura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, um de dois pisos e o posterior de apenas um, construído no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com arcadas onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal, terminada em empena, comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. O moinho é constituído pelas seguintes partes: caldeira, comporta, edifício de moagem, celeiros, habitação do moleiro e cais para acostagem dos barcos. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. Constitui o moinho mais antigo subsistente da região, construído no séc. 15 por D. Nuno Álvares Pereira, e apresentando porta com maior cuidado decorativo, tendo sido resultado de uma reforma do séc. 18. O reduzido tempo de trabalho (c. de 4 horas por maré) era compensado pelo elevado número de casais de mós. O moinho de Corroios é dos poucos moinhos de maré, existentes no mundo, que se encontra a funcionar.

Planta composta por dois corpos retangulares escalonados, desenvolvidos longitudinalmente, correspondentes à zona de moagem (o posterior) e à zona de armazém e de habitação do moleiro, estas transformadas respetivamente em receção e sala de exposições temporárias. Os corpos desenvolvem-se sobre embasamento de cantaria. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais de cantaria. A fachada principal, virada a O., termina em empena e é rasgada por portal de arco abatido, com moldura terminada em cornija formando ângulo ao centro, e ornada por três círculos concêntricos, sendo encimada por cartela com a inscrição "ANNO DE 1752"; superiormente, abrem-se duas janelas de peitoril, de verga abatida, molduradas e com caixilharia de guilhotina. Fachadas laterais com um primeiro corpo de dois pisos e o posterior de apenas um, ambos terminados em cornija e rasgados por vãos retilíneos ou abatidos, moldurados. Ambas as fachadas apresentam grande número de âncoras de tirantes. Na fachada N., o corpo mais alto é rasgado por porta central entre duas janelas e quatro janelas no piso superior. O embasamento sob o corpo mais baixo apresenta arcaria de oito arcos de volta perfeita que albergam os rodízios. O INTERIOR do corpo mais elevado encontra-se descaracterizado pelas obras de adaptação à atual atividade museológica. No volume posterior, situa-se o sistema de moagem.

Materiais

Estrutura de alvenaria rebocada e cantaria; pavimento, teto, porta e caixilharia de madeira; vidros simples; cobertura de telha.

Observações