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Moinho de Maré da Passagem

Moinho de Maré da Passagem

O ponto de interesse Moinho de Maré da Passagem encontra-se localizado na freguesia de Amora no municipio de Seixal e no distrito de Setúbal.

Arquitectura agrícola, quinhentista e setecentista. Moinho de maré de planta retangular composta por dois corpos, construídos no leito do rio sobre embasamento de cantaria, com vãos retilíneos onde giram os rodízios horizontais e paralelos às mós, e com fachada principal comunicando com um pequeno cais a eixo da construção. Os moinhos de maré do concelho do Seixal constituem o mais antigo núcleo ainda existente característico de uma região onde se ergueram muitos moinhos desde o séc. 14, tendo atingido o número de 60 unidades moagem no séc. 16. O curto tempo de moagem diária, cerca de 4 horas por maré, era compensado pelo elevado número de casais de mós.

Planta composta por dois corpos desenvolvidos em eixo, o posterior quadrangular, correspondente à zona de moagem, e o anterior retangular à zona de armazém e de habitação do moleiro. Volumes escalonados com coberturas em telhados de duas e quatro águas, sobrepostas por uma chaminé em cada corpo. Os dois corpos são construídos sobre embasamento sólido em cantaria, assente no leito do rio, rasgado por vãos de verga reta, sob o edifício de moagem, com cinco casais de mós. Os edifícios possuem fachadas de um e dois pisos, rasgados por vãos retilíneos, moldurados.

Materiais

Estrutura de alvenaria rebocada e cantaria; molduras dos vãos em cantaria calcária; cobertura em telha.

Observações

EM ESTUDO. *1 - Os principais moinhos de maré portugueses ergueram-se, a partir de finais do séc. 13, na costa algarvia e no estuário do Tejo; o aproveitamento da água das marés generalizou-se no séc. 14, com a construção de moinhos de maré nos principais rios portugueses: Minho, Lima, Vouga, Mondego, Tejo, Sado, Mira, Guadiana e também na ria Formosa. *2 - A velocidade da mó e a quantidade de cereal moído são controladas pelo moleiro, considerando a quantidade de água retida na enseada, a qual varia consoante as marés, sendo as mais favoráveis as vulgarmente denominadas vivas.