Capela maneirista de planta simples com fachada principal de empena triangular com cobertura em telhado de duas águas, actualmente inexistente *2.
Planta rectangular, simples, constituído por um corpo rectangular de volumetria de sentido horizontal Edifício rebocado e pintado de cor branca, com cobertura de duas águas, actualmente desaparecida *1, apresentando-se toda a cantaria exterior pintada de cor azul. Fachada principal voltada a O. de pano único definido por cunhal e faixa pintada de cor azul imitando embasamento, terminando com pequeno friso; rasgada por portal de verga em arco deprimido encimado por frontão triangular e pequeno nicho quadrangular localizado à esquerda do portal sobre a faixa e destinado ao contador da água canalizada; remate feito em frontão triangular com moldura, tímpano aberto por vão de verga em arco deprimido com gradeamento e encimado por frontão ondulado. Fachada lateral a S. de pano único aberta por três vãos, o primeiro de verga recta e os dois restantes de verga em arco deprimido. Fachada lateral N., de dois panos divididos por contraforte, rasgada no primeiro pano por duas janelas, semelhantes às últimas descritas. Fachada posterior de um pano com empena aberta por dois óculos ovais. INTERIOR: nave única e capela-mor separados por arco pleno, com imposta simples, rematado com chave, o arco apresenta uma estrutura em alvenaria para colocação de duas portas. Com o desprendimento da camada superior de tinta, propiciada pela degradação, visualiza-se uma policromia, possivelmente original.
Materiais
Alvenaria mista rebocada e caiada, cantaria (frisos, cunhais, molduras, frontão, arco pleno, chave, imposta, pé direito), madeira (janelas, portas), ferro forjado (gradeamento)
Observações
*1 - Mais tarde o administrador do Concelho do Seixal mandou buscar as imagens à Quinta da Princesa, numa carroça acompanhada de polícia, tendo as mesmas sido levadas para a prisão concelhia o que provocou grande polémica, pois os crentes não viam com bons olhos o facto dos santos se encontrarem "presos", estas imagens, acabariam por ser vendidas pela Administração Municipal, a um antiquário de Lisboa, tendo Manuel Saraiva de Carvalho adquirido duas elas, a de São Sebastião e de Santa Marta. Esta última, viria a ser oferecida de novo à filha do senhor Joaquim Trindade, D. Maria Anunciação Trindade, que a guardou durante muito tempo. A imagem de Santa Marta após receber restauro, voltaria a ser devolvida ao culto, desta vez na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Graça acabando por se perder o seu paradeiro; *2 No site www.geocities.com/CapitolHill/Senate/9472/ermita.htm encontra-se uma fotografia da ermida ainda com telhado, da época em que esta ainda era habitada. Esta ermida "(...)tinha romaria em honra de Santa Marta nos dias 28, de tarde e à noite, e a 29 de Julho, dia desta Santa aonde se dirigia muita gente da Caparica, Amora, Arrentela e Almada, festejos efectuados com missa cantada e sermão. Santa protectora das donas de casa, a quem se invocava a protecção contra febres e epidemias. Durante os dias de festejos, para além das cerimónias religiosas que incluíam a procissão, não faltavam os piqueniques, feitos à sombra das frondosas árvores existentes nos arredores da Capela, as vendas dos bons vinhos da região e dos genuínos bolinhos de Santa Marta, feitos segundo receita local para além dos despiques musicais no coreto, montado temporariamente, entre as bandas de música da Amora e do Alfeite. Estas grandes romarias registaram-se entre os séculos XVIII e XIX por estas bandas." in www.geocities.com/CapitolHill/Senate/9472/ermita.htm; *3 Este projecto nunca foi executado.