Ponte de arco com tabuleiro rampeado de um dos lados, assente em 3 arcos redondos levemente abatidos, com guardas plenas em alvenaria de pedra. Importante a moldura reentrante localizada entre os dois arcos centrais e que contém uma pedra de armas, com o escudo medieval do concelho (D. Afonso III / D. Dinis): bordadura de 32 castelos, castelo de 3 torres, encimado pelo escudo português, com escudetes virados para o centro, semeados de 18 besantes.
Ponte de tabuleiro assenta em 4 arcos de volta inteira, levemente abatidos, os 2 laterais de menor altura; arquivoltas de cantaria aparelhada. Tabuleiro rampante, ladeado por guardas de alvenaria. Na face exterior do lado E., entre o 2º e o 3º vãos, uma pedra de armas, com o escudo medieval do concelho (D. Afonso III / D. Dinis): bordadura de 32 castelos, castelo de 3 torres, encimado pelo escudo português, com escudetes virados para o centro, semeados de 18 besantes.
Materiais
Alvenaria de pedra (guardas), cantaria (estrutura), arcos de cantaria aparelhada
Observações
Considerada pela historiografia menos recente construção setecentista, a ponte, referenciada em documentação anterior ao Séc. 17 (BEIRANTE, 1980), fazia parte da estrada real que ligava Santarém a Coimbra, passando pela Golegã, Tomar e Pombal. É provável que substituísse uma anterior ponte que ligava Scalabis a Sellium pela via militar romana (Custódio, 1996).