Conjunto arquitetónico residencial multifamiliar. Habitação económica de promoção pública estatal (FFH). Conjunto de grande dimensão composto por edifícios multifamiliares em banda de três, quatro , sete e oito pisos, com fogos T1, T2, T3 e T4, incluindo frações não habitacionais em alguns pisos térreos, formando quarteirões abertos. O acesso aos fogos é feito através de escada comum de dois lanços por piso, complementada por elevador nos edifícios de 7 e 8 pisos.
Conjunto residencial de promoção direta construído pelo Fundo de Fomento da Habitação da Secretaria de Estado da Habitação e Urbanismo do Ministério do Equipamento Social, com o intuito de apoiar famílias carenciadas, com traçado regular de média densidade, composto por 4 quarteirões abertos com esquema de implantação variável, sendo constituído por 67 edifícios. O Município da Moita elaborou um Plano de Urbanização nos anos 70 permitindo criar condições para a implantação de diversos conjuntos habitacionais com equipamento e serviços. As principais vias estruturantes são, no sentido Norte/Sul, a Avenida José Almada Negreiros e a Rua das Margaridas, ambas paralelas e perpendicularmente, no sentido Oeste/Este, o Largo dos Cravos, via principal de atravessamento do bairro e a Rua dos Amores Perfeitos. Nos arranjos exteriores encontram-se várias zonas de parqueamento bem como espaços verdes. Estes apresentam várias zonas ajardinadas, niveladas ou sobrelevadas de acordo com a pendente do terreno, com vegetação arbustiva e árvores de grande porte. Os passeios estão revestidos com blocos prefabricados de betão e paralelepípedos de basalto, com lancis em calcário. Existem alguns caminhos pedonais em terra batida, mas a maior parte dos acessos é feito por ruas pavimentadas a asfalto. Edifícios em bandas de 3 a 9 imóveis, por vezes rematadas por edifícios de tipologia idêntica às 3 torres isoladas (lotes 61, 62 e 63). Os edifícios apresentam diversos tipos de cércea: 3 pisos (2 de habitação e 1 de comércio); 4 pisos (habitação); 7 pisos (6 de habitação e 1 de comércio ou 7 pisos de habitação); 8 pisos (habitação). Os edifícios de 7 e 8 pisos possuem elevador. Em 13 edifícios existem caves. Dos 67 edifícios deste conjunto fazem parte 612 fogos e 40 frações não habitacionais distribuídas do seguinte modo: lotes 43, 44, 46, 47 e 49 com 4 fogos e 2 lojas; lotes 48 e 50 com 6 fogos e 1 loja; lotes 2, 3, 6, 10, 11, 17 a 38, 40 a 42, 57 a 60 e 64 a 67 com 8 fogos; lotes 5, 7 e 52 a 56 com 8 fogos e 1 loja em cave; lote 8 com 8 fogos e 2 lojas em cave; lotes 14 a 16 com 10 fogos (2 em cave); lote 13 com 11 fogos (2 em cave); lotes 1, 4, 9 e 12 com 12 fogos; lote 45 com 18 fogos e 1 loja; lotes 39, 61 e 62 com 21 fogos; lote 63 com 22 fogos e 2 lojas; lote 51 com 23 fogos e 1 loja em cave. Estes 612 fogos perfazem um total de 7 T1, 83 T2, 404 T3 e 118 T4 distribuídos do seguinte modo: Lotes 1, 4 e 9 - 9 T3 e 3 T4; Lotes 2, 3, 6, 10, 11, 21, 25, 30, 57 e 58 - 5 T3 e 3 T4; Lotes 5 e 55 - 8 T3 e 1 loja; Lote 7 - 4 T3, 4 T4 e 1 loja; Lote 8 - 8 T3 e 2 lojas; Lote 12 - 8 T3 e 4 T4; Lote 13 - 2 T1, 2 T2, 3 T3 e 4 T4; Lotes 14, 15 e 16 - 2 T1, 4 T3 e 4 T4; Lotes 17, 18, 24, 26, 33, 37 e 66 - 4T2 e 4 T3; Lotes 19, 20, 22, 23, 27, 28, 29, 31 e 41 - 4 T3 e 4 T4; Lotes 32, 34, 40, 59 e 60 - 8 T3; Lotes 35, 38, 64 e 67 - 8 T2; Lotes 36 e 65 - 5 T2 e 3 T3; Lotes 39, 61 e 62 - 21 T3; Lote 42 - 4 T3, 2 T4 e 2 lojas; Lotes 43, 44, 46, 47 e 49 - 2 T2, 2 T3 e 2 lojas; Lote 45 - 18 T3 e 1 loja; Lotes 48 e 50 - 4 T3, 2 T4 e 1 loja; Lote 51 - 1 T2, 22 T3 e 1 loja; Lotes 52, 53, 54 e 56 - 5 T3, 3 T4 e 1 loja; Lote 63 - 21 T3, 1 T4 e 1 loja. Foram também contabilizadas 13 arrecadações autónomas, construídas posteriormente na Praça das Camélias, e que não pertencem fisicamente aos edifícios de habitação. Todos os edifícios têm 2 fogos por piso (esquerdo e direito) exceto os lotes 1, 4, 9, 12, 39, 42, 45, 48, 50, 51, 61, 62 e 63 que apresentam 3 fogos por piso (esquerdo, direito e frente). Em algumas situações o piso térreo encontra-se vazado permitindo um fácil atravessamento para o interior dos quarteirões, embora posteriormente algumas destas zonas tenham sido encerradas originando apartamentos de tipologia T1. Edifícios com marcação da estrutura, re-entrante em relação aos panos de alvenaria das fachadas. A estrutura, bem como os tubos de queda pelo exterior, encontra-se pintada a amarelo, verde e castanho, correspondendo cada cor a uma zona do bairro, introduzindo assim uma variação cromática. Os paramentos, pintados a branco, apresentam janelas de sacada com guarda de proteção nos quartos e salas. As casas de banho têm janelas basculantes de pequena dimensão. Na zona da varanda existe um estendal exterior, protegido por lâminas metálicas verticais pintadas a branco. As coberturas são em telhado de duas ou várias águas, de acordo com a configuração da planta, e apresentam chaminés simples. Pontualmente encontram-se instalados para-raios As empenas dos edifícios são sobrelevadas em relação à cobertura e três delas apresentam um painel de azulejos alusivo à intervenção realizada em 1990 com desenho e inscrição na cor azul.
Materiais
Betão armado, laje aligeirada, vigotas de betão pré esforçado, abobadilha cerâmica, betão descofrado pintado, tijolo cerâmico, argamassa de cimento, tubos de queda em PVC, soco revestido a placas de cimento pré fabricadas, telha cerâmica, estuque, tinta plástica, azulejo 15 x 15, estores em PVC, ferragens em aço inox, sanitários em louça branca, vidros simples transparentes.
Observações
*1 - Inicialmente identificado como Conjunto Habitacional da Baixa da Banheira, por se encontrar localizado nesta freguesia. Posteriormente, com a criação em 1988 da Freguesia do Vale da Amoreira, o bairro passou a adotar a denominação da nova freguesia. *2 - Por conceção do projeto, entre o terreno e a laje do 1º piso de todos os lotes, existe um espaço, de pé direito variável, onde se encontram as caixas de esgoto, visitável através dos painéis de que são constituídos os socos dos edifícios. Alguns destes espaços foram aproveitados pelos moradores como arrecadação ou como espaço para comércio. Estes aproveitamentos caracterizam-se pelas seguintes condições de habitabilidade: o acesso é feito por aberturas de 0,60 a 1,20 m de altura; o pé direito da área aproveitada varia entre 1,00 m e 1,90 m; ausência de instalação elétrica e de abastecimento de água e ausência de ventilação natural. Muitos destes aproveitamentos implicaram a alteração do desenho da fachada pela substituição da proteção, em madeira, do estendal, ao nível do piso térreo, por alvenaria de tijolo até ao solo, encobrindo possivelmente o acesso direto do fogo à caixa-de-ar aproveitada, com perfuração da laje do 1º piso, fragilizando a estrutura.