Arquitectura civil novecentista. Edifício hospitalar de volume seco de fachadas chãs. Longa fachada com grande número de aberturas pouco distanciadas umas das outras, numa facha chã de padrão estrutural simplificado com alguma erudição dada na sinuosidade dos lintéis dos vãos, alguns com mainel, e na leve curvatura conseguida no encontro das duas fachadas planas consideradas, a principal e a lateral.
Planta longitudinal, simples, irregular, de forma trapezoidal, com coincidência exterior / interior (1). Massa simples, com horizontalidade. Cobertura exterior por telhado de 4 águas. Fachada principal orientada a SE. com embasamento, de um só pano e dois registos divididos por friso Sobre o friso tem inscrito HOSPITAL CONCELHIO. Tem grande número de vãos, todos moldurados com cantaria, sendo o lintel de arco abatido com pedra de fecho, vãos abertos dois a dois num mesmo eixo vertical, em ambos os registos; no térreo, os vãos das pontas e o central são portas; as janelas são de duas folhas ou de quatro, com mainel; o remate é em friso de coroamento. Fachada posterior pertence a um acrescento moderno, que tem a cobertura exterior de uma água em lusalite. Fachada a SO. de um pano e dois registos, com duas janelas no piso térreo e três no piso superior; o remate é em friso de coroamento; a pala que se desenvolve para a fachada posterior pertence ao acrescento efectuado modernamente. Interior de espaço diferenciado, desenvolvendo-se por dois pisos, acedendo-se ao superior por dois lances de escada opostos largas, com patamar com porta no topo; o espaço em ambos os pisos desenvolve-se a partir de dois corredores estreitos que se estendem por todo o comprimento do edifício, com salas aberta de cada um dos seus dois lados: salas da administração, do diferente pessoal, de espera, de consulta, de tratamento, os quartos, casas de banho, etc.. As coberturas interiores são em tectos planos em madeira. O pé-direito é alto, plano e liso. Os vãos para o exterior abrem-se em paredes largas, fazendo-se a iluminação através deles.
Materiais
Alvenaria, cantaria calcária bojardada, madeira, ferro, telhas cerâmicas.
Observações
(1) Faz-se referência apenas ao corpo primitivo do hospital, hoje adossado a dois corpos novos. (2) Há pretensão de desactivar o hospital porque se encontra em grande degradação e de entregar os edifícios à Santa Casa. (3) Área comum à do Edifício da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros.