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Quinta do Bonjardim

Quinta do Bonjardim

O ponto de interesse Quinta do Bonjardim encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Queluz e Belas no municipio de Sintra e no distrito de Lisboa.

Quinta de caracterização estilística renascentista e barroca, com funções marcadamente recreativas, associada a habitação e contendo jardim, pátio e mata. Apresenta elementos arquitectónicos destinados ao lazer ou ornamentação como bancos, conversadeiras, muros de suporte onde se inserem alegretes e jogos de água com caleiras e tanque de rega. Caracteristicas renascentistas presentes na parte superior do jardim com tanque de rega ornamentado. Características barrocas presentes no desenho da zona inferior do jardim. A quinta do Bomjardim é uma das mais bem preservadas expressões do renascentismo italiano em Portugal. O tanque grande e irregular do jardim impõem-se pela sua originalidade e posição em relação à restante área. Por toda a quinta se sispersam elementos associados ao recerio desde muros, a bancos ou peças de água de grande qualidade arquitectónica.

A quinta é parcialmente murada e o acesso é feito a E. por um conjunto maneirista em que o portão de ferro é envolto por uma fachada de arenito calcário com um frontão brasonado e três pináculos que o encimam. Ao lado esquerdo do portão existe uma janela gradeada e ornamentada também em arenito calcário. Antecedendo este conjunto está um largo com uma fonte situada em frente ao portão. Transpondo o muro surge um terreiro amplo com um relvado ao centro, em que a fachada da casa principal (v. PT031111040076) está em frente e do lado esquerdo a casa de apoio ficando à direita, para lá de um murete com namoradeiras, o acesso à mata e ao jardim, que se estende em frente à fachada N.. Este jardim é constituído por quatro terraços estando o primeiro praticamente todo ocupado por um grande tanque de forma irregular e recortada em semicírculos e meios quadrados com baços adjacentes. O segundo patamar, muito estreito, é composto por muretes de alvenaria com alegres e floreiras embutidas e namoradeiras de onde se pode observar o terceiro patamar, o mais longo. Este tem um tanque octogonal ao centro e é definido por canteiros de buxo talhado preenchidos com espécies maioritariamente exóticas. O último terraço amplo e com cinco palmeiras termina num muro de suporte com alegretes e namoradeiras sobre a mata. Por uma grande escadaria é possível descer deste patamar até à mata, mais declivosa que se divide em duas zonas, uma de Eucaliptal e outra de mata mista, com espécies autóctones ou exóticas bem adaptadas. Atravessando a ponte de cimento que existe sobre a linha de água o caminho inverte dando início a uma subida, por entre Plátanos, Freixos e outras árvores bem conformadas, até ao terreiro da entrada. Já próximo da casa surgem diversas peças de água e uma pequena zona de horta por baixo do que resta de um antigo laranjal.

Materiais

Material vegetal: Freixo (Fraxinus angustifolia), Plátano (Platanus hybrida), Castanheiro (Castanea sativa), Árvore-do-incenso (Pittosporo undulatum), Carvalho (Quercus faginea); Eucalipto (Eucaliptus globulus); Pinheiro manso (Pinus pinea); Magnólia (Magnolia grandiflora), Árvore-do-fumo (Cotinus coggirya). Inertes: pedra local: calcário, arenito calcário.

Observações

As sondagens nas minas de Suimo terão tido início com os romanos extraindo ouro e pedras preciosas, entre as quais: jacintos, ametistas, esmeraldas e granadas. Com D. Dinis procedem-se a nova explorações dominadas pela coroa até ao sec 16; No terreiro da entrada teve lugar o primeiro desafio de futebol do País, como está inscrito da placa ali colocada pela Federação Portuguesa de Futebol. A casa tem uma capela com azulejos pintados do sec 16 no interior; também na capela existe uma rara representação escultórica da Última Ceia.