Arquitectura religiosa, manuelina. Capela de planta rectangular composta de nave e capela-mor, interiormente cobertas por abóbadas artosoadas e com iluminação bilateral. Fachadas contrafortadas, a principal terminada em empena e rasgada por portal em arco de carena. No interior da capela-mor possui mesa de altar revestido a azulejos enxaquetados. A Quinta da Torre foi das mais importantes do Reguengo da Caparica, quer pela produção agrícola, que pela proximidade das "Fontes Santas" e pelas relações dos seus proprietários com a família real e nobreza da corte. A capela e o poço rectangular com duas colunas de pedra, existente nas suas proximidades, constituem exemplares únicos da arquitectura manuelina no concelho de Almada.
Planta rectangular, composta por nave e capela-mor, rectangulares e exteriormente indiferenciadas, com cobertura em telhado de quatro águas, em chapa de alumínio, na nave e em cúpula na capela-mor. Fachadas em alvenaria de pedra aparente com algum reboco, a principal virada a S., terminada em empena recta e rasgada por portal em arco de carena, rematado por elemento relevado, e assente em dois colunelos de capitéis fitomórficos; superiormente, abre-se óculo circular. Fachadas laterais com dois contrafortes de cada lado, abrindo-se uma fresta na lateral direita, sensivelmente a meio da nave, e uma outra na oposta, na capela-mor. Fachada posterior cega e terminada em empena recta. INTERIOR: nave com dois tramos, coberta por abóbada artesoada sobre mísulas, com a parte central destruída; arco triunfal de volta perfeita. Capela-mor igualmente coberta por abóbada artesoada sobre mísulas.
Materiais
Estrutura em alvenaria de calcário, não rebocada; portal em cantaria de calcário; viga de betão; porta de madeira; cobertura em chapa de alumínio.
Observações
*1 - A denominação da quinta da torre terá origem na existência de uma torre medieval, possivelmente mandada erguer ou pelos Templários de Cristo ou pela Ordem de Santiago, conforme atesta uma pedra de cabeceira funerária templária encrostada no exterior da parede frontal da igreja do Monte Caparica, desaparecida após o terramoto de 1755. *2 - Encostada à Quinta da Torre, havia umas casas com uma lápide assinalando que ali viveu Bulhão Pato, poeta, gastronómico, makavenko e maçom, falecido a 24 de Agosto de 1912. Este foi autor do Livro do Monte, editado em 1896.