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Elevador da Boca do Vento

Elevador da Boca do Vento

O ponto de interesse Elevador da Boca do Vento encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Almada no municipio de Almada e no distrito de Setúbal.

Arquitectura civil de equipamento, do final do século 20. O elevador apresenta-se como peça de arquitectura autónoma que resulta da pesquisa de espaços e vivências urbano-arquitectónicas; é a tradução de uma dimensão destacada de planeamento urbano, insere-se num programa alargado que demonstra preocupações de arte, de paisagem urbana e de ambiente; nesta construção é manifesto o sentido plástico de que ressalta a atenção prestada ao desenho de pormenor, o acabamento cuidado das formas, a sensibilidade ao valor plástico do espaço e a textura dos materiais (betão e aço) com adopção de uma linguagem despojada.

O elevador é composto por um corpo inferior, por fuste, corpo superior, um passadiço, um pavilhão, escadas de salvação e três patins. O corpo inferior de planta semicircular é composto pelo edifício de recepção, sanitários e salas diversas, com cobertura em terraço / miradouro cujo acesso é feito por duas escadarias simétricas semicirculares que se erguem lateralmente; a partir deste patamar em nível superior, nasce a escada de emergência, de caracol, integradas numa armadura em aço que se elevam até ao patim superior. A mole que serve de base ao percurso ascendente / descendente, de cerca de 50 metros de percurso - que leva a percorrer cerca de um minuto - é um pilar em U, no meio do qual passa o elevador e em cujos lados assentam os apoios, a cablagem e os contrapesos; este pilar que corresponde à coluna de subida / descida da cabina é constituído por um único bloco em betão liso, rematado por corpo saliente para passagem do elevador. A ponte de ligação ao miradouro e conducente a uma série de serviços, assenta em asna metálica e tem guardas em perfis tubulares de desenho curvilíneo e pavimento de madeira. O passadiço, destacando-se da arriba e acompanhando as suas linhas de curvas de nível, comportando guardas que seguem o seu perfil, faz a ligação a um pavilhão com pé direito alto, onde estão instaladas as bilheteiras e salas de restauração. Estas salas estão protegidas por dois extensos gradeamentos que fecham as entradas de alto a baixo. A cabina (com lugar para 16 pessoas) é panorâmica, compõe-se por um cilindro de aço inox, com o interior em alumínio termolacado e portas em aço inoxidável, apresentando um painel de envidraçado laminado que proporciona uma visão de 180 graus (abarca do Bugio a Vila Franca de Xira). Fronteiro a este pavilhão fica um terraço equipado com cadeiras em material sintético, com pavimento em betonilha. A base do elevador insere-se numa área de jardim onde se destacam duas grandes rochas que permanecem como decoração a lembrar os desmoronamentos havidos antes.

Materiais

Alvenaria: pedra e cal; betão; betonilhas; vidro; metal; produtos sintéticos; gesso cartonado; cartão prensado; madeira de kâmbala.

Observações

*1: Jardim do Rio de autoria das arquitectas Helena Moreira e Anabela Felício, marcado por um eixo principal que parte da Fonte da Pipa e estabelece a ligação e integra o elevador; nele destaca-se a peça arquitectónica isolada de um mirante de cariz estético que assenta sobre uma plataforma de pavimento em mosaico hidráulico, com composição em xadrez azul e branco; alguns blocos que cairam da arriba integram o conjunto, assentes e envolvidos por ondas de calçada que formam as caldeiras onde se encontram plantadas árvores exóticas.