Antigo mosteiro agostinho masculino com vasta cerca e edifício de planta composta, construído nas épocas românica, maneirista, barroca e rococó, formado por igreja de planta poligonal, com endonártex, nave principal e lateral de dois tramos, capela-mor bastante profunda, também de dois tramos, e torre sineira quadrangular adossada lateralmente, à fachada principal, e antigas dependências monacais, transformadas em residência no séc. 18, desenvolvidas lateralmente, com claustro rectangular, adossado à fachada lateral da igreja e corpos justapostos formando grande pátio, aberto para o exterior. Do período românico conserva-se a estrutura base da igreja, nomeadamente a nave central, metade da capela-mor e a estrutura do primeiro piso do claustro. Ainda se conservam alguns arcos e capitéis medievais aplicados nas arcadas cegas da capela-mor e restos que pertenceriam às arcadas do claustro, um deles decorado com entrançados. Alguns capitéis são semelhantes aos da Igreja de São Pedro de Rates (v. PT011313110001) e aos da Igreja e Santiago de Antas (v. PT010312020004), segundo modelos influenciados pela oficina de Santiago de Compostela. Conserva-se ainda, a cruz pátea da empena da nave, frisos axadrezados, encaixados nas paredes da capela-mor, os contrafortes, a parte superior do portal lateral que comunicada com o claustro, e a cobertura da capela-mor. No jardim junto à fachada lateral existem três arquivoltas que pertenceriam possivelmente aos portais principal e lateral N.. Do período maneirista conserva-se a fachada principal da igreja, a torre sineira, a nave lateral, acrescentada à nave única que existia, e o claustro. A fachada principal apresenta arcada plena e tripla, de acesso ao endonártex, encimada por nichos com imagens alusivas à Ordem e junto ao remate outro nicho com imagem da padroeira. A torre sineira, austera, apresenta no coroamento gárgulas de canhão e guarda vazada, simulando balaustrada. Na face frontal apresenta cartela barroca, com relógio e decoração de volutas. Claustro com colunata toscana, com galerias cobertas por tectos de masseira, com caixotões barrocos e no segundo registo, colunelos encaixadas no pano murário, que pertenceria à galeria superior, que seria aberta, tendo sido possivelmente fechada no séc. 18 após a venda do mosteiro. Interior da igreja com nave principal coberta por tecto de masseira com caixotões e nave lateral com tecto de madeira, também com caixotões. Coro-alto com oratório e órgão rococós em talha policroma com marmoreados e decoração de concheados, que se repete nas molduras que se encontram também no coro-alto e que emolduraria as janelas da capela-mor. Nave principal com silhar de azulejos de padrão seiscentistas, com púlpito com balaustrada de bolacha. Nave lateral pontuada por retábulos de diferentes épocas. Retábulo de São José neoclássico, retábulo de Santa Eufémia maneirista, com remate de época posterior, retábulo de Santa Luzia neobarroco, do final do séc. 19 ou princípio do séc. 20, com altar neoclássico e retábulo de Nossa Senhora da Assunção barroco joanino. Baptistério com pavimento de grés e azulejos industriais de padrão do séc. 19. Arco triunfal integralmente revestido de talha joanina, com retábulos colaterais, também joaninos, parcialmente integrados nos arcos laterais da nave, o do lado do Evangelho escavado na parede. Tanto a talha do arco triunfal, como os retábulos, apresentam decoração exuberante de anjos e motivos fitomórficos, com altares já rococós, ricamente decorados por concheados. A capela-mor prolongada durante as grandes obras maneiristas, apresenta cobertura em abóbada de berço de pedra, com arco toral assente em capitéis românicos. Retábulo-mor barroco nacional, com remate em arquivoltas que se ligam às colunas pseudosalomónicas dos eixos laterais. Apresenta semelhanças com o retábulo-mor do Mosteiro de São Bento da Vitória (v. PT011312150039), no Porto, entalhado por Gabriel Rodrigues. Tribuna e altar com alterações feitas no período rococó, introduzindo marmoreados e decoração de concheados. Antiga cerca pontuada por fontes barrocas e uma casa de fresco, conhecida como Casa do Paço, também da mesma época, com decoração interior de azulejos figurativos joaninos. O púlpito apresenta base de granito assente em duas mísulas, com porta entre elas. A parede do arco triunfal é integralmente revestida a talha, integrando no fecho do arco um óculo com vitral e possuindo nichos sobrepostos, com imaginária, no intradorso. A capela-mor é bastante profunda, sendo praticamente do mesmo tamanho da nave principal. A cornija de suporte da abóbada da capela-mor e o capitel do arco toral possuem pintura de acantos. O mosteiro conserva ainda a cerca, materializada numa extensa mancha verde, constituída por mata com várias espécies arbóreas, vinha, jardim, e uma casa de fresco, mandada construir pelos cónegos do mosteiro, com recinto para um jogo conhecido como Pela.
Planta composta por igreja de planta poligonal com endonártex, nave principal e lateral de dois tramos, a N., capela-mor bastante profunda, também de dois tramos, e torre sineira quadrangular adossada lateralmente, a N., à fachada principal, e Casa do Mosteiro, antigas dependências monacais, desenvolvida lateralmente a S., com claustro rectangular, adossado à fachada lateral da igreja e corpos justapostos formando grande pátio a E., aberto para o exterior, no topo N.. Volumes articulados de dominante horizontal, quebrada pelo verticalismo da torre sineira, com nave lateral e capela-mor mais baixa do que a nave principal. Coberturas diferenciadas em telhados de uma água na nave lateral, duas águas na nave principal e capela-mor e quatro águas nas dependências monacais, e em coruchéu de granito, coroado por esfera, na torre sineira. IGREJA com fachadas em aparelho de granito. Fachada principal orientada, enquadrada por pilastras toscanas encimadas por plintos decorados por cartela oval, com pináculos piramidais emoldurados, com bola, rematada por empena frontão com cruz latina no vértice. Apresenta dois registos, separados por entablamento dórico, o primeiro correspondente à tripla arcaria plena, assente em colunas toscanas, de acesso ao endonártex, precedido por escadaria de lanço recto. Endonártex com cobertura em tecto de caixotões de madeira e pavimento em grés. Portal principal de verga recta, enquadrado por pilastras e rematado por entablamento. Segundo registo com janelão rectangular, ladeado por dois nichos concheados, com imagens pétreas de Santo Agostinho e São Teotónio, todos eles delimitados por pilastras dóricas, assentes em modilhões, sobre as quais assenta largo entablamento encimado, ao centro, por nicho concheado, com remate em entablamento, albergando imagem pétrea de Nossa Senhora da Assunção, enquadrado por pilastras compósitas e aletas com urnas de flores no extremo. Torre sineira de três registos, separados por cornija, o primeiro com duas frestas sobrepostas, na face lateral N., o segundo, na face frontal, com relógio, inserido em cartela quadrangular decorada por volutas, e pináculos iguais aos da fachada principal, embebidos na caixa murária, e fresta na posterior, e o último, correspondente à sineira, aberto por ventanas em arco pleno, nas faces frontal e laterais dispostas em par e na face posterior em trio. Remate em cornija, com gárgulas de canhão nos ângulos, encimada por guarda vazada, formando vãos quadrangulares, com pináculos piramidais com bola, também nos ângulos, e na face frontal pequena sineira, em arco pleno, com aletas, rematada por frontão de volutas. Fachada lateral N., com visível escalonamento dos vários corpos, com remates em cornija sob beiral e banda lombarda sob quádruplo beiral, na nave principal. Corpo da nave lateral, elevado do lado direito, com dois registos rasgado por fenestração de verga recta, e de um registo, no extremo oposto, com porta em arco abatido, demarcado no fecho, ladeada por janelas jacentes em capialço. Face lateral, virada a E., aberta por janela jacente em capialço. Pano da nave principal rasgado por três janelões rectangulares, em capialço, com arco pleno entaipado no extremo esquerdo. Pano da capela-mor com fenestração rectangular, composta por três janelões em capialço, com contraforte entre o dois primeiros, com friso axadrezado e duas janelas mais pequenas sobrepostas, no extremo esquerdo. Fachada posterior a E., apresentando o pano da nave principal, em empena coroada por cruz pátea, rasgado por óculo circular. Pano da capela-mor enquadrado por cunhais apilastrados encimados por pináculos, rematado por empena elevada, com cruz latina sobre acrotério, rasgado por duas janelas de verga recta, sobrepostas e pedra, com motivo axadrezado. INTERIOR com paredes em aparelho de granito, possuindo as da nave principal e capela-mor, silhar de azulejos seiscentistas de padrão, monocromos a azul, com moldura de latão. Nave principal com cobertura em abóbada de berço, em madeira, com caixotões, decorados por florões em talha dourada, nos ângulos. Pavimento em laje de granito. Coro-alto assente em arco abatido de pedra, sobre modilhões. Conserva parte de uma fila do cadeiral de madeira, com paredes decoradas por grandes molduras de talha, que anteriormente emolduravam os janelões da capela-mor. Do lado do Evangelho, junto a escada de acesso, encontra-se porta de comunicação com a Casa do Mosteiro. Parede fundeira com vitral representando Nossa Senhora da Assunção. Guarda em balaustrada de madeira, com oratório ao centro, em talha policroma a dourado, vermelho e verde, com pequeno altar em forma de urna, encimado pelo Crucificado, protegido por baldaquino com cúpula bolbosa, decorada por anjos de diferentes dimensões. Acesso ao órgão (positivo de costas) através do coro-alto, do lado do Evangelho. Junto ao coro existe uma sala onde se encontra o retábulo de Nossa Senhora da Assunção, de talha policroma a branco, dourado e azul. Sub-coro com cobertura em tecto de caixotões de madeira policroma, com marmoreados a verde e vermelho. Parede fundeira com guarda-vento de madeira, ladeado por pia de água benta, e paredes laterais com vãos de verga recta rematados por cornija, o do lado do Evangelho, de acesso à nave lateral e o do lado oposto de acesso ao claustro. Lado do Evangelho com vão de verga recta, de acesso a confessionário, encimado por arco pleno com vitral, que pertenceria a um portal lateral que comunicaria com o claustro. Segue-se um outro vão de verga recta, que comunica com corredor de acesso ao púlpito, com base em granito, assente em duas mísulas, com porta entre elas, e guarda vazada em balaustrada de bolacha. Junto a este é visível na parede antigo vão entaipado. Na metade superior da parede abrem-se três janelões fingidos em arco pleno, confrontantes com os verdadeiros, do lado oposto, em verga recta. Nave lateral aberta para a central por três arcos plenos assentes pilastras toscanas. Apresenta cobertura com tecto de madeira, inclinado, com caixotões. Pavimento em lajeado de granito. Parede N. com retábulo de São José, em talha policroma a branco e dourado. Parede lateral com retábulos de talha policroma a branco, dourado, azul, dedicados a Santa Luzia e Santa Eufémia (muitas vezes confundida com Nossa Senhora das Dores). Na parede fundeira, pia baptismal de taça circular, com tampa, assente em coluna. Arco triunfal pleno, rasgado em parede integralmente revestida de talha dourada, com decoração exuberante de volutas e motivos fitomórficos, pontuados por anjos. O arco apresenta moldura ritmada por pequenos anjos, com renda, assente em pilastras, com duas mísulas sobrepostas, com imaginária, em cada uma dos lados do intradorso, enjuntas delimitadas por pilastras com anjos que suportam frontão interrompido, e encimado por óculo com vitral, enquadrado por urnas com flores e outros motivos fitomórficos. Retábulos colaterais idênticos, destacados, de talha diferente da que reveste a parede, parcialmente encaixados nos arcos plenos que se abrem nas paredes laterais da nave central. O arco, do lado do Evangelho, apresenta porta que comunica com o claustro, encimado por arquivoltas parcialmente entaipadas. Os retábulos apresentam talha policroma, a branco, dourado, vermelho, azul e verde, o do lado do Evangelho dedicado a Nossa Senhora do Rosário, e o do lado da Epístola dedicado a Santo António. Capela-mor coberta por abóbada de berço de granito, com dois tramos separados por arco pleno, assente em capitel fitomórfico, com astrágalo, do lado da Epístola, com policromia e pintura de acantos, que se repetem ao longo de toda a cornija que suporta a abóbada. Pavimento em laje de granito. Parede do lado do Evangelho, com duas arcadas plenas cegas, com vestígios de policromia, a vermelho, com capitéis fitomórficos, zoomórficos e geométricos, parcialmente cortadas por dois dos três janelões rectangulares em capialço, que se encontram na metade superior da parede. Parede do lado da Epístola, com outras duas arcadas plenas, a que se encontra junto ao retábulo-mor cega, sem colunas nem capitéis e a que se encontra junto ao arco triunfal, com colunas e capitéis idênticos aos do lado oposto, rasgada por portal de verga recta de acesso à sacristia. Presbitério sobrelevado por um degrau, com altar de talha policroma, com marmoreados a azul e vermelho e decoração de concheados marcada a dourado. Parede testeira integralmente preenchida pelo retábulo-mor, de talha policroma, a dourado e marmoreados a azul e vermelho. Apresenta planta côncava, de três eixos, com remate em três arquivoltas plenas, ritmadas por querubins, as dos extremos opostos ligadas às colunas pseudosalomónicas dos eixos laterais, ricamente decoradas por anjos. Tribuna em arco pleno, com renda e trono coroado por maquineta. Eixos laterais com peanhas com imaginária, protegidas por baldaquino. Banco com sacrário inscrito, enquadrado por dois painéis com anjos e encimado por espaldar marmoreado com concheados. Banco com altar recto, de frontal convexo, decorado por três painéis. É ladeado por duas pequenas portas recortadas de acesso à tribuna. Sacristia com tecto de caixotões de madeira e pavimento em laje de granito. Paredes rebocadas, à excepção da E., revestida a azulejos de padrão monocromos a azul. Parede testeira com arcaz de madeira, encimada por nicho com o Crucificado, enquadrado por moldura de talha dourada. Parede N., percorrida superiormente por friso com axadrezado, sendo visível o primitivo contraforte da parede da capela-mor. Entre este e a parede lateral encontra-se lavabo em cantaria, destacado, com reservatório, assente em base prismática, com espaldar emoldurado, com decoração geométrica oval e quadrangular, com bicas e remate concheado. CASA DO MOSTEIRO, com fachadas em alvenaria de granito, de dois registos, rematadas por cornija sob beiral. Fachada principal, a O., no seguimento da fachada principal da igreja rasgada no primeiro registo por portal de verga recta encimado pano rebocado e pintado de branco onde se destaca pedra de armas ladeada por aletas. O segundo registo é rasgado regularmente por janelas de sacada em arco abatido com guarda de ferro. Fachada lateral S. rasgada no primeiro piso por janelas gradeadas, algumas em capialço e no segundo janelas de peito e de sacada, de verga recta. No extremo esquerdo, ao nível do segundo registo, grande varanda inscrita em arco abatido, possuindo interiormente tecto octogonal com caixotões. No extremo oposto encontram-se adossados anexos agrícolas e aqueduto que conduzia água à cozinha velha, também localizada neste lado. Fachadas voltadas ao grande PÁTIO, desenvolvido posteriormente, rasgadas regularmente com vãos de verga recta, a do lado O. percorrida por latada de vinha e a do lado S. com alpendre de madeira. No CLAUSTRO galeria aberta por colunata toscana assente em murete aberto ao centro, em cada uma das faces. Interiormente cobertura em tecto de masseira de madeira, com caixotões e pavimento em laje de granito, com tampas de sepultura com inscrição. Sobre a galeria rasga-se fenestração de verga recta composta por janelas de sacada, com guarda de ferro e janelas de peito, existindo entre estas colunelos entaipados. No remate cornija com gárgulas de canhão. A quadra, relvada, apresenta ao centro, pequeno chafariz de taça circular assente em coluna de secção quadrangular e encimada por esfera relevada com bicas carrancas. INTERIOR: Portaria com acesso através do portal da fachada principal, dando acesso directo ao claustro e ao piso superior através de escadaria de pedra. Através da galeria do claustro acede-se ao antigo refeitório, Sala do Capitulo, primitiva portaria e cozinha velha. Antigo refeitório com tecto de masseira de madeira com caixotões, pavimento em tijoleira e vestígios de silhar de azulejos enxaquetados monocromos a verde. Sala do Capítulo com tecto de caixotões de madeira ricamente trabalhados, pavimento em tijoleira e vestígios de silhar de azulejos seiscentistas de padrão, monocromos a azul, semelhantes aos existentes na igreja. A primitiva portaria, posteriormente transformada em adega apresenta grande lagar em granito e nas paredes vestígio da argamassa de assentamento de azulejos. Cozinha velha com forno, lar para a lareira e pequeno tanque rectangular para onde jorrava a água trazida pelo aqueduto. Pavimento em laje de granito. O segundo piso, que corresponderia ao antigo dormitório monacal, é marcado por largos corredores de acesso às antigas celas, hoje em dia transformadas em salas e quartos. As paredes das divisões são rebocadas e pintadas de branco, com pavimento em soalho e tectos de masseira de madeira. Os corredores apresentam silhar de azulejos semelhantes aos restantes do edifício. Algumas das antigas celas apresentam conversadeiras, lavabo e armário embutido na parede. Neste piso existe ainda uma segunda cozinha com lareira com grande chaminé de granito assente em colunas de secção circular. Num dos topos lavabo de granito com pia gomada e espaldar revestido a azulejos de padrão seiscentistas.
Materiais
Muros de vedação, pavimentos e escadas da envolvente, estrutura do imóvel, cunhais, embasamento, elementos decorativos, gárgulas, pavimentos interiores da igreja claustro e algumas salas do primeiro piso das dependências monacais e abóbada da capela-mor, em granito; pavimentos da envolvente, em terra batida; estrutura da cobertura e tecto da nave da igreja, tectos das dependências monacais, estrutura e revestimento dos pavimentos interiores da igreja, portas, janelas e caixilharia; órgão e retábulos, em madeira; chapas da cobertura da igreja, em zinco; tirantes das paredes interiores e candeeiros da igreja, ferragens das portas, em ferro; paredes interiores da igreja e da Casa do Paço revestidas a azulejos tradicionais; janela da fachada principal da igreja, óculo do arco triunfal e arco da parede da nave, com vitral; guardas de escadas em latão; escadas em betão; cobertura em telha de canudo.
Observações
Segundo Frei Agostinho, junto ao mosteiro, havia uma ermida, dedicada a Nossa Senhora da Basta, que com o passar dos anos ficou arruinada e a imagem foi colocada na igreja do mosteiro, junto ao óculo do arco triunfal, hoje em dia desaparecida; 1* - DOF: Mosteiro de Landim, incluindo a Igreja, Casa do Mosteiro e todo o terreno abrangido pela cerca; *2 - a Casa do Paço adquiriu este nome porque os cónegos efectuavam naquele local o jogo do Paço, parecido com o bilhar; *3 - as dependências monacais são actualmente utilizadas como residência eventual dos proprietários e cerimónias culturais ou festas; *4 - este documento é o mais antigo que menciona um topónimo no território de Portucale; *5 - a data de fundação é polémica, podendo a confusão resultar da repetição continua de nomes dentro da mesma família, sem datação cronológia exacta, nomeadamente a existência de duas pessoas chamadas Rodrigo Forjaz de Trastâmara, filhos de dois Forjaz Vermuis; *6 - segundo Frei Nicolau de Santa Maria, Pedro Garcia estava sepultado em campa rasa no claustro; a tampa da sepultura, hoje em dia desaparecida, possuía a seguinte inscrição, segundo a leitura feita em 1890 por Borges de Figueiredo: "Vir Bónus Et Rectus Iacet Hic Sub Mármore Tectus Obiit Kal. Martii Petrus Garcie Prior E. MCCXXXVI (=era de 1236 = ano 1198); *7 - o couto com sede na freguesia de Santa Maria de Landim era administrado por um juiz ordinário, uma câmara composta por dois vereadores, um procurador e um almotacé; havia eleições anuais, às quais presidia o Prior do Mosteiro; *8 - o Marquês de Pombal havia efectuado várias diligências junto do rei D. José I, para que este obtivesse do Papa a extinção de 9 mosteiros da Congregação de Santa Cruz de Coimbra; *9 - do acervo documental do cartório faziam parte cerca de 30 termos de prazos e 126 pergaminhos respeitantes a prazos, compras e doações; segundo o Inventário do fundo Monástico Conventual, organizado pelo Arquivo Distrital de Braga, parte da documentação terá sido enviada para o Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, desconhecendo-se hoje em dia o seu paradeiro; *10 - Manuel Baptista adopta o apelido Landim, aquando da aquisição do mosteiro.