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Edifício do Serviço Sub-Regional de Segurança Social de Setúbal

Edifício do Serviço Sub-Regional de Segurança Social de Setúbal

O ponto de interesse Edifício do Serviço Sub-Regional de Segurança Social de Setúbal encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Setúbal (São Julião no municipio de Setúbal e no distrito de Setúbal.

Arquitectura administrativa modernista. Este edifício foi o ponto de partida para o estudo dos edifícios da Segurança Social do Funchal (v. PT062203100151) e Angra do Heroísmo (v. PT071901140051). A concepção funcional e organização interna destes últimos decorrem da experiência realizada na obra de Setúbal. Verifica-se a separação de acessos e circulação dos funcionários e utentes, a compartimentação dos espaços de trabalho é feita de forma a permitir a natural expansão dos serviços, ou seja, é feita com elementos amovíveis, determinando-se apenas os elementos rígidos essenciais, como escadas, elevadores, corredores, sanitários, vestiários, etc. Arquitectura recreativa - jardim modernista na sua concepção sendo evidente a preocupação do bem estar dos utentes a partir da parede envidraçada, oferecendo uma vista panorâmica sobre os jardins e terraços aos funcionários e do público. A vista dos terraços ajardinados é também oferecida aos funcionários a partir dos corredores dos três andares. Trata-se do primeiro edifício projectado por Chorão Ramalho para sede de Caixa de Previdência, ao qual sucederam o do Funchal [PT062203100151], em 1970, e do de Angra do Heroísmo [PT071901140051]. No seu conjunto, os três edifícios definem uma tipologia de interpretação deste programa de serviço público, que toma como base de estruturação: os volumes definidos pelos núcleos das instalações sanitárias e dos acessos verticais; a separação dos circuitos de utência; a possibilidade de reajustamentos futuros ou eventuais ampliações; a libertação do espaço de trabalho, sem compartimentação interna; a recepção do público ao nível do pavimento de entrada. Exteriormente as fachadas são em betão aparente estriado, obtido a partir da cofragem de ripas de madeira, dispostas verticalmente. O edifício foi concebido no sentido de facultar melhores condições de conforto aos utentes, introduzindo uma nova experiência na relação utente-funcionário através da supressão de barreiras físicas onde os tradicionais guichés são substituídos por lugares sentados separados por baías em madeira, junto aos balcões. A abertura do ângulo de visão do jardim até ao céu pelo recuo progressivo dos terraços ajardinados, aumenta consideravelmente o conforto do utente deste espaço. O chilrear da água do tanque, oferecido pelos repuxos contribuem também muito favoravelmente para o aumento deste conforto.

Edifício definido por um volume de configuração paralelepipédica, vazado ao centro por um pátio interior, ajardinado, em torno do qual se desenvolve o programa funcional, distribuído em três pisos. As paredes interiores viradas para o referido pátio são totalmente envidraçadas, tendo nas paredes mais extensas a marcação dos pisos por floreiras salientes. A escadaria que faz a ligação entre os pisos, desenvolve-se a E. deste pátio, no eixo da porta principall. Estrutura de betão armado aparente. Janelas protegidas por persianas de réguas móveis de alumínio lacado. EXTERIOR: O desenho do edifício contempla no seu interior um jardim de nível e um jardim suspenso constituído por uma sucessão de três terraços ajardinados e U aberto a S., cuja largura vai diminuindo à medida que a sua cota aumenta, alargando-se as vistas para o céu. Ao nível do solo o jardim apresenta uma planta rectangular apresentando o eixo maior uma direcção S.-N., vista oferecida a partir do patamar da escada frente ao grande átrio de entrada, local privilegiado para observar o quadro exterior, já que a parede S. do pátio é envidraçada até praticamente ao topo do edifício. Assim, entrando neste local a S. encontramos um caminho que conduz até meio do comprimento do jardim, ladeado por duas banquetas em buxo, delimitando até aos limites do espaço, um canteiro de cada lado. Este caminho conduz a um tanque de planta quadrada, sobrelevado cerca de 1 m,. Junto deste caminho, a poente, encontra-se um elemento escultórico em mármore cinzento apresentando várias tiras verticais sobrepostas. O tanque está rodeado por tufos de hotênsias (Hydrangea macrophylla) e apresenta também uma espécie vegetal, na natureza habitante dos sistemas húmidos, o papiro (Cyperus papyrus). Nos canteiros estão representadas outras espécies tais como a lantana (Lantana camara), a rosa (Rosa ssp.), a ave-do-paraíso (Strelitzia nicolai), os clorofitos (Chlorophytum comosum), o polipódio (Nephrolepis exaltata) e o hibisco (hibiscus rosa-sinensis) entre outras. A poente deste caminho, junto ao tanque, está plantada a única árvore deste jardim, uma palmeira da espécie (Archontophoenix alexandrae). Na sua proximidade encontra-se a glicínia (Wisteria sinensis), uma espécie trepadora. No que diz respeito aos terraços ajardinados, o que fica ao nível do primeiro andar tem cerca 3 m de largura, ao nível do segundo cerca de 2 m e ao nível do último 1 m. Em termos de vegetação dos terraços encontramos herbáceas de revestimento como a margaçinha (Erigeron mucronatus), e outras de pequeno porte de que são exemplo o clorofito (Chlorophytum comosum) e a bergénia (Bergenia crassifolia), existindo ainda herbáceas de maiores dimensões como o agapanto (Agapanthus praecox), a rosa (Rosa ssp.) e o polipódio (Nephrolepis exaltata) entre outras. Como arbustos estão representados espécies como o aloé (Aloe arborescens), a yuca (Yucca filamentosa) , o cordiline (Cordyline australis), a lantana (Lantana camara), a estrelícia (Strelitzia reginae), o hibisco (hibiscus rosa-sinensis), o euvonimos (Euonymus japonica) e as hortênsia (Hydrangea macrophylla). Encontra-se ainda representada uma trepadeira, a bougainvilea (Bougainvillea glabra). Nestes terraços não existem caminhos definidos pelo que se conclui que eles foram concebidos para ser vistos e não para serem percorridos.

Materiais

Caixilharia em ALUMÍNIO ANODIZADO; pavimentos em LADRILHO VINÍLICO, ALCATIFA, CALÇADA DE VIDRAÇO E BASALTO; MÁRMORE BRUNIDO; MOSAICO CERÂMICO, tacos em MAGNO; paredes rebocadas e pintadas com Tinta de água e revestidas a AZULEJOS, E LADRILHO CERÂMICO ESMALTADO Madeira (mogno, mutene, teca), mámore brunido, ladrilhos vinílicos, azulejo, alcatifa, mosaico cerâmico, betão, placas para correcção acústica.Inertes: Pedra - caleira; Metal - corrente e guarda dos terraços ajardinados; Vidro- simples. Parede do edifício que limita a S. o jardim; material vegetal: árvores - palmeira da espécie (Archontophoenix alexandrae); arbustos - hotênsia (Hydrangea macrophylla), aloé (Aloe arborescens), yuca (Yucca filamentosa) , cordiline (Cordyline australis), lantana (Lantana camara), estrelícia (Strelitzia reginae), hibisco (hibiscus rosa-sinensis) e o euvonimos (Euonymus japonica); herbáceas - de revestimento, margaçinha (Erigeron mucronatus), outras de pequeno porte de que são exemplo o clorofito (Chlorophytum comosum) e a bergénia (Bergenia crassifolia), existindo ainda herbáceas de maiores dimensões como o agapanto (Agapanthus praecox), a rosa (Rosa ssp.) e o polipódio (Nephrolepis exaltata). Como trepadeiras encontram-se representadas a bougainvilea (Bougainvillea glabra) e a glicínea (Wisteria sinensis).

Observações

Extiste apenas a memória descritiva do mobiliário e decoração. Informação do site do IGESPAR: Procedimento prorrogado até 31 de Dezembro de 2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro.