Aglomerado proto-urbano. Povoado da Época Calcolítca com contínua edificação nas Idades do Bronze e do Ferro e com persistência de ocupação medieval islâmica. Povoado fortificado com estruturas habitacionais limitadas por estruturas defensivas com vestígios de panos de muralha, torres e portas de acesso. Integra várias fases construtivas a que correspondem diferentes técnicas e diferentes plantas que se sobrepõem numa estratigrafia ainda não completamente estudada.
Povoado fortificado, com planta irregular, tendo sido utilizado e modificado em diferentes épocas. Em todo o seu perímetro existe um talude onde são visíveis vestígios de muralhas, bastante baixas. Estas estruturas defensivas têm plantas distintas correspondentes a diferentes fases de ocupação do sítio. Os vestígios de estruturas construídas dentro do perímetro muralhado formam compartimentos bastante irregulares, sendo os de maiores dimensões os que se encontram nas vertentes E e S.. Na vertente N. existe uma pequena galeria irregular, afeiçoada, relacionada com uma provável sondagem de mineração ou com um eventual espaço ritual *1. A defensabilidade do povoado era assegurada pela sua localização numa cota bastante elevada, sendo protegida, quer pelo rio, quer pelas vertentes muito inclinadas a E.. A O. um caminho estreito permite o único acesso ao povoado. Junto aquela que se presume ser a principal entrada do povoado existe uma pequena elevação de formação xistosa onde são visíveis cerâmicas, escórias de fundição e restos de estruturas que poderiam corresponder a uma área de habitat marginal relacionada com actividades metalúrgicas.
Materiais
Xisto na construção das muralhas e estruturas habitacionais internas; materiais cerâmicos, bronze e ferro no espólio recolhido no povoado.
Observações
*1 - Esta galeria conhecida pelo nome de Casa da Moura pode ter paralelo com os santuários etnográficos existentes na região como é o caso do Pego da Moura ou da Rocha da Moura que a tradição popular atribui às mouras encantadas. No Povoado da Mesa dos Castelinho em Almodôvar (v. PT040202040005) ocorre uma situação semelhante a esta, em cuja encosta se encontrou uma galeria artificial atribuída popularmente também a um encantamento. José Leite de Vasconcelos relaciona também este povoado e o do Castelinho com o Santuário de Endovélico em São Miguel da Mota (v. PT040701050010) localizado a c. de 1500m em linha recta, admitindo este historiador que o santuário pertenceria a um ou aos dois povoados.