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Fase de mitigação: O que é? O que mudou?

Publicado em: 2020-03-26

Fase de mitigação: O que é?

 

Em todos os noticiários, jormais, rádios e meios de comunicação em geral ouvimos constantemente falar na  já famosa “Fase de mitigação”. No entanto, o que significa essa expressão? O que determina? O que muda face a tudo o que já aconteceu ao longo desta pandemia?

Antes de partirmos para a explicação do conceito de fase de mitigação, e para contextualizar o tema, é necessário referir que a Direção Geral de Saúde elaborou um documento em que se explica que existem 3 níveis de alerta e 6 subniveis relativamente ao risco e impacto provocados  pela pandemia que enfrentamos.

Assim, segundo a DGS,  temos três fases :

  • Fase de preparação
    • Não existe epidemia ou epidemia concentrada fora de Portugal.
    • Fases de resposta:
      • 1-Nivel de Contenção
        • 1.1 Epicentro identificado fora de Portugal com transmissão internacional;
        • 1.2 Casos importados da Europa.
  • 2-Nível de Contenção alargada
    • 2.1 Cadeias secundárias de transmissão na Europa;
    • 2.2 Casos importados em Portugal, sem cadeias secundárias.
  • 3-Nível de Mitigação
    • 3.1 Transmissão local em ambiente fechado;
    • 3.2 Trasmissão comunitária.
    • Fase de recuperação
      • Actividade de doença decresce em portugal e no Mundo.

Assim, no nível de Contenção, o risco de Covid-19 em Portugal era baixo, dado que apesar da transmissão do coronavirus ser internacional, em Portugal ainda não se verificava essa ocorrência.

No nível de Contenção alargada, passou-se de um baixo risco para um risco moderado em que começou  a enfatizar-se a necessidade de deteção precoce bem como de medidas de contenção para evitar cadeias secundárias em Portugal, dado verificarem-se cadeias de trasmissão na Europa e casos importados em Portugal, sem cadeias secundárias.

Finalmente o terceiro nível, objeto de análise deste artigo: o nível de Mitigação.

Importa dizer que mitigar significa atenuar, acalmar, suavizar...

Neste nível já se verificam casos em Portugal, com cadeias de transmissão Covid-19 estabelecidas.  A resposta prende-se neste caso à mitigação dos efeitos do novo coronavirus e diminuição da sua propagação por forma a minimizar quer a mortalidade quer a morbilidade, até que surja uma vacina ou tratamento eficaz.

Nesta fase as respostas vão sendo ajustadas continuamente dependentemente da evolução epidemiológica verificada e dos novos conhecimentos que vão surgindo quer ao nível do comportamento do vírus no Homem, dinâmica de transmissão, diversidade de resposta e consequências clínicas dependentemente das caracteristicas de cada infectado.

Posto isto, uma nova abordagem é realizada, considerando-se pessoa suspeita Covid-19  toda aquela que tenha um ou mais dos seguintes sintomas: febre (superior ou igual a 38ºC), tosse (persistente ou agravamento da tosse habitual) e/ou dispneia/dificuldade respiratória, devendo ligar para a linha SNS24 ou para linhas criadas para o efeito pela ARS (quer em Unidades de Saúde Familiar(USF), quer em Unidades de Saúde Personalizados).  Os suspeitos Covid1-19 deverão ser submetidos a teste laboratorial.

Assim, realizada a chamada, define-se o próximo passo:

  • Doentes com sintomas ligeiros deverão isolar-se na sua residência, ficando sob vigilância, privilegiando-se neste caso, os autocuidados . Serão acompanhados telefónicamente (avaliados e monitorizados) pela equipa de saúde da USF/UCSP, sendo submetidos a teste laboratorial em ambulatório (e informados do resultado) bem como das recomendações a seguir. Estima-se que este grupo de doentes corresponda a cerca de 80% dos infetados;
  • Doentes com sintomas um “bocadinho mais graves” serão encaminhados para os Cuidados de Saúde Primários que terão áreas dedicadas ao Covid- 19.
  • Doentes mais graves/críticos (estima-se cerca de 5% dos infetados), serão encaminhados pela linha SNS24 para áreas dedicadas Covis-19 nas urgências hospitalares , para que possam ser vistos, testados e possivelmente internados;
  • CODU/INEM em situações urgentes.

No caso de haver impossibilidade de testar todos os casos suspeitos , têm prioridade doentes com critérios de internamento hospitalar, recém nascidos e grávidas, profissionais de saúde sintomáticos, doentes com comorbilidades (como diabetes, DPOC, insuficiência cardíaca, asma, entre outros), doentes  mais vulneráveis (ex: residentes em lares), e doentes com contacto próximo pessoas com as comorbilidades atrás mencionadas.

 

Nota: A informação contida neste artigo não dispensa a consulta dos sites oficiais criados para o efeito (site da DGS e do SNS)

Autoria:

PNMF




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