Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de bloco prismático, composta por soco quadrangular e fuste octogonal com chanfro e remate composto por elemento com quatro braços dispostos em cruz e bloco paralelepipédico com elemento heráldico, coroado por cornija e pináculo galbado. O fuste conserva a meio da face principal orifício de suporte das antigas argolas de sujeição. O remate, com elemento contendo braços em cruz terminados em cabeças de serpente, com boca entreaberta deixando ver os dentes, à semelhança dos Pelourinhos de Bragança (v. PT010402420005) e de Vinhais (v. PT010412350004), possui na face frontal a representação das armas de Portugal, ainda que com erro heráldico. O berrão, que desde as Memórias Paroquiais de 1758 é referido junto ao pelourinho, é considerado pelos estudiosos como estátua votiva, admitindo-se assim a existência de um culto zoolátrico, onde determinados animais eram sagrados.
Estrutura em cantaria de granito assente em plataforma de planta quadrangular, composta por três degraus escalonados, com base paralelepipédica quadrangular baixa, encimada por cornija curva, percorrida por filete. Pilar com arestas em chanfro, de lados irregulares, ligeiramente galbada, possuindo no lado frontal orifício de suporte das antigas argolas de sujeição; sobre esta, assenta uma cornija que sustenta o remate, composto por elemento com quatro braços iguais, dispostos em cruz, com representações zoomórficas, tipo cabeças de serpente, de boca entreaberta mostrando os dentes, cada uma delas sobre o ângulo da cornija, e por bloco paralelepipédico, sobreposto na face principal por brasão nacional. Coroa o conjunto cornija encimada por pináculo galbado.
Materiais
Estrutura do pelourinho e do berrão em cantaria de granito.
Observações
*1 - Segundo a maioria dos arqueólogos, a cultura dos berrões desenvolveu-se essencialmente desde o séc. 06 a.C. até à romanização de Augusto e, Santos Júnior, afirma que o séc. 06 a.C. foi tomado como padrão por ter sido nesse século que se deu a grande invasão Celta da Península e por serem os Celtas considerados os introdutores do porco como animal doméstico (v. PT011707050006).